Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ironia do Destino?


Acabei de ler, no domingo passado, este livro da Cecelia Ahern, e não pude deixar de pensar "foi uma excelente compra"!
Embora eu não me veja totalmente reflectida na personagem Holly Kennedy, a verdade é que, em certos aspectos, somos parecidas.
Revejo-me em algumas situações, sentimentos e características que me fazem utilizar este livro como uma espécie de guia, com ensinamentos que posso aplicar na minha própria vida!
Quando estou numa situação mais desconfortável, lembro-me da noite de karaoke da Holly, e como ela sobreviveu e encarou o palco e o público, depois daquele ataque de pânico!
Lembro-me de como a Holly, mesmo sem muita segurança, enfrentou a sua entrevista para emprego, dizendo algumas coisas que, muito provavelmente, em vez de abonarem em seu benefício, a desvalorizavam. Mas foi ela própria e, talvez por isso mesmo, com todos os eventuais disparates e "calinadas", foi ela a escolhida!
A Holly poderia ser qualquer uma de nós, com os seus medos, as suas dúvidas, as suas inseguranças, o seu desespero, a sua apatia, as suas pequenas vitórias de cada dia, as suas frustrações, os seus sentimentos...Está longe de ser a filha perfeita, a mulher perfeita, a amiga perfeita, diria até que estaria longe de ser a esposa perfeita. Mas todos gostam dela exactamente como é, compreendem-na, estão com ela e tentam ajudá-la a seguir em frente com a sua vida.
Ao longo do livro, ela vai perceber que as pessoas podem mudar. Vai surpreender-se, pela positiva, com algumas delas, e pela negativa, com outras. Ela própria, em determinados momentos, não vai agir da melhor forma com as suas amigas, talvez se torne até um pouco "egoísta", se assim se pode chamar. Mas consegue perceber que a vida não pára, e que apesar da infelicidade dela, as pessoas não podem abdicar das suas vidas para a consolarem a tempo inteiro. Essas pessoas não podem deixar de ser felizes porque ela não o está a ser.
Ao longo de um ano, uma sucessão de acontecimentos (familiares, casamento de uma amiga, gravidez da outra, novo emprego, aventuras inesperadas e caricatas, provas duras e difíceis de superar), vai mostrar a Holly que é possível sobreviver depois da perda do seu pilar, através da construção de novas bases, novas motivações e objectivos.
Apoiada pelos "dez mandamentos" e por quem realmente se preocupa com ela, Holly vai dar um novo rumo à sua vida, sabendo que haverá dias mais felizes e outros mais tristes, que vai haver momentos em que irá abaixo, mas outros em que se levantará com força.
E um dia, certamente, reencontrará o amor!  

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O prometido é devido

Primeiro vem a surpresa e o interesse. Em seguida, a expectativa! E, por fim, a opinião final!
Acabei de ler o livro do Jeff Abbott - Pânico - que há uns tempos atrás comprei.
Posso dizer que não me decepcionou. Prendeu-me do princípio ao fim. A cada dia, a cada capítulo, a cada página, uma nova acção, um novo acontecimento.
Estamos a ler o livro, e sempre à espera do que virá a seguir.
Quando, a certa altura, as personagens têm um momento em que podem respirar fundo e acalmar, também nós sentimos essa pausa, com alívio. Mas logo surge algo novo que nos prende, de novo, a respiração.
Imaginem que têm uma vida perfeitamente normal, um trabalho que gostam, uma família que vos adora, alguém que amam, e não há motivos para pensar que deixe de assim continuar.
Mas, de um momento para o outro, uma mãe com uma conversa estranha que é encontrada pelo próprio filho, assassinada em casa. Uma namorada que desaparece sem deixar rasto...
O filho, quase é assassinado também, mas um estranho vindo do nada resolve, aparentemente, salvar-lhe a vida.
A partir daí, ele não sabe mais o que pensar, não sabe mais em quem confiar e no que acreditar.
O seu objectivo: tentar encontrar o pai desaparecido, tentar descobrir a verdade, apanhar os culpados pela morte da mãe e fazê-los pagar por isso.
O autor conferiu ao personagem inteligência suficiente para, no meio de uma completa confusão em que se transformou a sua vida, ter a perspicácia de tomar muitas decisões que se mostraram adequadas, coragem suficiente para, apesar de tudo, não se deixar intimidar e fazer as suas próprias regras. A capacidade de, no meio do pânico e do desespero, manter, inesperadamente, o lado racional, tomando em certos momentos o controlo do jogo.
E, se de repente, todo o nosso mundo for uma mentira, se a nossa vida for uma farsa, se nada daquilo que conhecemos e sempre tivemos como certo, deixar de existir?
É caso para dizer que o personagem viu, de um dia para o outro, a sua vida virar do avesso, e percebeu que nada era o que parecia!
Um enredo que envolve a CIA, o KGB, espiões por conta própria, agentes secretos, mistério, segredos de estado, traição e outros tantos ingredientes que fazem deste livro o sucesso que é.
Uma história emocionante de descobertas, de perdas, em que a única coisa que se mantém intacta é o carácter das duas personagens - Evan e Carrie, e o amor que sentem um pelo outro!
Vale a pena ler!

P.S.: na minha opinião, tanto o Evan como a Carrie deveriam ser um pouco mais velhos.