Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



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sexta-feira, 9 de março de 2012

Contradições



Haverá algo melhor do que acordar, sair para a rua, e vislumbrar um lindo céu azul onde o sol brilha, tentando aquecer-nos com os seus raios?!
Haverá forma melhor de passar um dia luminoso e cheio de boas vibrações, com a natureza como fundo, observando lá ao longe o mar e, aqui mais perto, as árvores, os campos de trevos, e os passarinhos a cantar?!
Eu sempre me dei melhor com este tempo, que me dá energia, boa disposição e humor, do que com aqueles dias cinzentos e de chuva que me fazem ficar com a neura!
Mas, curiosamente, depois de ter sido presenteada todos estes dias e meses com esta espécie de terapia natural, em que se notou a diferença na minha forma de estar e encarar a vida, com muito mais alegria e entusiasmo, relativamente a outros invernos, a minha disposição sofreu repentinamente, e sem motivo, uma quebra.
E dou por mim a desejar que, pelo menos por instantes, o céu fique cinzento, e venha a chuva! É que, com este maravilhoso tempo a anunciar a chegada da primavera, torna-se difícil estar convenientemente desanimada! O que é um perfeito absurdo, porque ninguém gosta de estar desanimado, muito menos eu!
É quase como desejar que seja sempre dia, porque não gostamos de dormir, e queremos aproveitar ao máximo o que os dias nos proporcionam, mas, ao fim de tanto tempo, estar com uma enorme vontade de fechar os olhos, e desejar que volte a ser noite, para o conseguirmos fazer!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sensação de Liberdade




Há momentos, na nossa vida, em que temos necessidade de fazer alguma coisa, que nos faça relembrar e reviver a sensação de liberdade!
Principalmente quando vivemos, dias e dias, presos à nossa rotina diária, que mal nos deixa tempo para respirar.
Durante toda a semana saio de casa cedo e chego tarde. O tempo que passo em casa, ou é para dormir, ou para as tarefas domésticas.
Chega então o fim-de-semana. A minha filha vai passar o dia com o pai, e o meu namorado vem ter comigo. No dia seguinte, ou estou com os dois, ou estou com a minha filha.
Em seguida, tenho pela frente mais uma semana de trabalho! E um novo fim-de-semana chega!
Um dia para estar com a minha filha e, finalmente, o dia em que estou sozinha!
É um bom motivo para dar pulos de alegria – tenho finalmente um dia só para mim, para fazer o que me apetecer!
Mas a verdade é que não é bem assim. Esse é o dia em que aproveito para fazer uma limpeza mais elaborada à casa, que o dia-a-dia não permite.
É claro que conseguir guardar algumas horas de quinze em quinze dias para me dedicar ao que mais gosto, não é tarefa fácil.
Por isso mesmo, é perfeitamente normal que ao fim do dia me sinta sufocada por estar fechada em casa, e com uma urgente necessidade de sair à rua, de apanhar ar, de sentir a liberdade invadir-me, nem que seja por breves instantes.
E, hoje, a liberdade manifestou-se em tons de cinzento e verde! O cinzento, do céu carregado, ameaçando a chegada de um temporal a qualquer momento. E o verde, das árvores que me rodeiam, enquanto caminho!
É um belo cenário, desafiador…a natureza no seu melhor…ou pior, dependendo da perspectiva de cada um. Mas eu gosto deste tempo, e naquele momento pouco me importava se ia começar a chover, a trovejar ou qualquer outra coisa.
Sentia-me livre! E isso era o mais importante!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Farta de Chuva

O dia hoje começou cinzento e chuvoso...

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Fui levar a minha filha à escola, e depois ainda tive que caminhar à chuva até ao meu trabalho. Fiquei ensopada, não só pela chuva intensa que caía, mas pelos simpáticos carros que se sentem tão satisfeitos a passar por nós e dar-nos um banho! E pensei cá para mim - será que isto ainda pode piorar?

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A resposta veio logo em seguida: Claro que pode! Nada é assim tão mau, que não possa ficar pior!

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