Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



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segunda-feira, 5 de março de 2012

Palavras

Por vezes, soltamos palavras...
Palavras sobre as mais variadas coisas - opiniões, estados de espírito, sentimentos, pensamentos...
Podem não ser para ninguém, podem ser apenas para nós, mas podem, também, ser para quem as encontre...
Existem tantas palavras perdidas, à espera de serem encontradas...palavras que o vento leva e traz...
E outras há que gostaríamos de largar, para que esse mesmo vento as levasse para bem longe...
Palavras que preferíamos enterrar no fundo do mar, para que nunca ninguém as encontrasse...
Haveria tanto para dizer sobre as palavras...
E, no entanto, haverá tanto que nenhuma palavra conseguirá dizer...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tsunami



Há dias em que me sinto fervilhar por dentro.
Em que me sinto invadir, subitamente, por uma torrente de palavras que não encontra espaço para se acomodar cá dentro e teima em querer sair. Mas quando estou prestes a permitir que isso aconteça, perco a vontade de o fazer.
E, qual onda de água que fica parada, precisamente, quando se preparava para engolir tudo, mando as palavras para trás, e permaneço calada.
Tal como um tsunami causa estragos, também palavras (ainda que sinceras) proferidas de rompante, no momento errado, podem provocar o mesmo efeito. Embora não seja igualmente saudável bloquear a saída, correndo o risco de o cano rebentar por outro lado!
Mas, não bloqueando, há sempre aquela questão da sinceridade e frontalidade, e de se averiguar se me servirá de alguma coisa despejá-las, ou se apenas provocará mal-estar a quem as ouvir e, nesse caso, é preferível o silêncio, até que a onda perca a sua força, e se desvaneça em pleno oceano!