Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Aventura na Serra



Aqui estou eu, depois de um fim-de-semana prolongado bem merecido, para vos contar a nossa aventura nas terras do gelo!
Para começar, destaco a simpatia, a simplicidade, e a forma prestável e acolhedora das pessoas com quem tivemos o prazer de conviver!
Fiquei igualmente deslumbrada com as paisagens, com os cenários, com a natureza no seu melhor!
Mas comecemos então pelo princípio - sexta-feira saímos daqui à noite e, para evitar portagens, fomos pelas nacionais, sempre com o amigo GPS (que eu continuo a dizer que é burro e não serve para nada), mas imprescindível para o meu namorado. Chegámos ao hotel, na Guarda, já de madrugada, e foi só pousar as coisas, ligar o ar condicionado no máximo e dormir!
Sábado de manhã, depois do pequeno-almoço, rumámos a Manteigas, para conhecer o Poço do Inferno e os Viveiros das Trutas, que nos tinham indicado como locais a visitar.
Estava um dia lindo - o céu azul a contrastar com os tons verdes e castanhos das árvores e da vegetação. À sombra estava frio, mas quando apanhávamos sol, até estava uma temperatura normal para a época.
Vimos a pequena cascata, com a sua água transparente, e deu vontade de tocar nela. Deixei a mão por uns segundos lá dentro, a senti-la correr, mas depois tive que a retirar, de tão gelada que estava!
Tiradas as primeiras fotografias, e como já estava a fazer-se tarde, fomos então almoçar.
E em seguida, o mais promissor e aguardado passeio - a subida até à Torre da Serra da Estrela, a 1993 m de altitude!
Felizmente o tempo foi nosso amigo e permitiu-nos fazer o percurso sem incidentes, podendo apreciar cada pedacinho da paisagem com que éramos presenteados!
Não me esqueço das três vacas que encontrámos na estrada - uma preta, uma castanha e uma branca! A branca mostrou logo que não era muito dada à fama e aos flashs dos fotógrafos! A castanha, ao contrário, ficou vários minutos parada, em pose para as câmaras! E a preta estava ocupada com outros pensamentos.
Como seria de esperar, neve não havia. Pelo menos aquela neve em flocos, fofinha, que podemos pegar e brincar. Havia sim, neve congelada, lagos congelados, e água transformada em placas de gelo. Algumas, mais resistentes, convidavam à patinagem! Mas outras eram mais fininhas, e estalavam à medida que as pisávamos.
E, apesar de ter visto tanta publicidade às pistas de ski, e recintos para trenós e donuts, proporcionados por neve artificial, não vi nada.
Claro que uma ida à Torre inclui, obviamente, a compra de produtos típicos e recordações!
Quando reparámos, já era praticamente noite, e estava na hora de voltar e esperar o milagre de Natal - encontrar um restaurante aberto para jantar em plena véspera de Natal!
Como seria de esperar, essa missão revelou-se inútil. E entre pagar 45 euros por pessoa no jantar de Natal do Hotel Vanguarda, ou ficar sem jantar, optámos pela terceira hipótese!
Acabámos a petiscar numa loja M24, junto às bombas de gasolina, e a brindar com licor de castanha acabadinho de comprar! Os funcionários brindaram connosco e agradeceram a companhia!
Regressámos então ao hotel, para nos deitarmos cedo, porque no domingo tínhamos uma longa viagem pela frente logo de manhã. Desta vez pela auto-estrada, para ser mais rápido, e chegarmos a tempo ao almoço de Natal com a família.
Mas ainda a tempo de ter tirado uma bela foto do nascer do sol, na Guarda!
E de saber pela primeira vez qual é a sensação de estar fechada numa arca frigorífica! É que o carro estava branco, coberto por uma placa de gelo!
Foi, sem dúvida, uma aventura inesquecível!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Como é bom recordar...



No sábado lembrei-me de ir ao "arquivo" das minhas cassetes de vídeo, e descobri uma de há 5 ou 6 anos atrás.
A primeira parte era o batizado da minha filha! Já naquela altura, com 1 ano, era traquina!
Mas sempre com aquela carinha meiguinha, fofinha, uma princesa!
Fartei-me de rir com as caretas que ela fazia para o padre (como que a dizer "mas que raio estará esta alminha para aqui a dizer que não se cala" ou então "vê lá mas é se te calas que já estou farta de te ouvir"), os pulos que dava ao meu colo, e as palhaçadas que fazia para o público, enquanto o padre tentava, com muito custo, fazer-se ouvir e dar continuidade à cerimónia!
E logo depois, a minha filha na noite de Natal, com 2 anos.
Vestida a rigor, com o vestido de Mãe Natal que lhe chegava aos pés, barrete a condizer, cabelo aos caracóis, e a mesma carinha laroca!
Sentada na piscina com o primo, enquanto este tentava, em vão, ensiná-la a desenhar no quadro, ela, com a sua calma e descontração, punha o biberão de brincar na boca, e apagava os desenhos!
Por fim, uma tarefa árdua para a sua tenra idade - abrir todos aqueles presentes!
Deve ter sido o ano em que recebeu mais prendas. Depois de, impacientemente, esperar que eu lhe retirasse da embalagem a boneca que lhe ofereci, já não a largou!
De vez em quando pousava-a para abrir um ou outro presente, mas fartou-se, e achou por bem que os restantes se encarregassem de abrir o resto, porque ela já nem sabia para que lado se virava!
Como é bom recordar...

Espírito Natalício



"Have yourself a merry little Christmas...night!"

Hoje estou contagiada pelo espírito natalício, e por esta música!
Como diz a minha filha: é Dezembro, é Natal!
Depois de passar o dia entre a cama e as limpezas, resolvi sair à rua.
Caminhar, apreciar a noite, as luzes, as estrelas...e absorver boas energias!
Ah, e como não poderia deixar de ser, comprar prendinhas!

domingo, 13 de novembro de 2011

A Propósito do Natal

                                                     Imagens Animadas: Imagens.de Natal

A noite de Natal que sempre imaginei foi aquela em que toda a família pudesse estar junta - filhos, marido, mãe, pai, irmão, cunhada e sobrinhos. Com muito amor, alegria, brincadeiras e presentes para as crianças!
Até agora, ainda não tive essa noite, e duvido muito que algum dia a venha a ter. Não é que me dê mal com a minha família, porque até nos damos todos bem, mas porque quando estão uns, não estão outros. Uns não podem, outros não querem, e quando assim é, não há nada a fazer.
Pelo menos vamo-nos vendo e falando ao longo do ano, convivendo quando o tempo e a disponibilidade nos permite. Não deixamos de manter o contacto. Fazemo-lo porque temos esse gosto e essa vontade. Porque, como disse, nos damos todos bem.
Antes assim, do que nos servirmos do Natal como desculpa para reunir todos aqueles familiares com quem raramente falamos, e de quem só nos lembramos por ocasião de festas e funerais!
Pode parecer exagerado, mas não é. A verdade é que muitas vezes esquecemos e somos esquecidos. Depois dá-nos um daqueles "clicks" - é Natal, vamos lá reunir toda a família, nem que seja só neste dia!
É um pouco como as mais diversas campanhas que se começam a despoletar com o aproximar da época natalícia!
Festas de solidariedade, angariação de fundos, apelo aos donativos para uma infinidade de causas sociais...Acho bem que elas existam e são muito bem vindas, concordo, mas fica a sensação que bondade, generosidade, união, amor e outros sentimentos tão nobres, só saem cá para fora porque é Natal. Depois volta-se a guardá-los na gaveta até ao próximo ano.
Por outro lado, as crianças parecem viver essa noite com o único objectivo e a ansiedade de abrir os presentes, na esperança de ver a sua lista de Natal satisfeita. Acho engraçado a facilidade e a rapidez com que rasgam o papel do embrulho, olham para o que de lá saiu, e põem para o lado logo em seguida, dando a vez ao próximo, e assim sucessivamente, até não haver mais presentes. Acabam-se os presentes, acaba-se a euforia - muitas vezes felizes, outras mais tristes porque não eram do seu agrado.
Que venha o próximo Natal!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O melhor presente...


...É aquele que é dado com amor e carinho!

Aproximamo-nos da época natalícia, e inevitavelmente, daquela altura do ano em que a maioria das pessoas começa a fazer contas ao orçamento, e uma lista infindável de prendas a oferecer a familiares, amigos e conhecidos.
Triplicam os anúncios apelativos ao consumo de determinados produtos típicos, e surgem as já tradicionais mega campanhas com descontos em hipermercados e lojas.
Quando se fala em Natal, é como se, automaticamente, se acionasse o botão - prendas!
E, embora de há uns anos para cá, tenha havido uma sensibilização crescente para trocarmos as prendas compradas numa qualquer loja, por outras feitas por nós próprios, na prática isso não acontece.
Eu, por exemplo, sempre gostei de oferecer às pessoas que fazem parte da minha vida, presentes que as fizessem felizes e que lhes fossem de alguma forma úteis. E dentro das minhas possibilidades, se pudesse satisfazer todos os desejos, era uma alegria!
Com a minha filha, além de lhe comprar roupa que ela bem precisa todos os anos (e que ela põe imediatamente para o lado na esperança de o próximo presente ser mais interessante), ainda tento comprar-lhe algumas daquelas coisas que ela pede ao Pai Natal!
Que por sinal, ao fim de meia dúzia de dias estão para lá amontoadas no caixote dos brinquedos.
No meu tempo, não era assim. Os meus pais não eram ricos, nem tinham muito dinheiro para prendas de Natal. Davam-me aquilo que podiam.
E, tirando uma boneca Barbie - o meu sonho de criança que nunca se tornou real, era feliz!
Porquê, porque tinha presentes únicos, alguns que ainda hoje guardo com muito amor.
Foi do meu pai que recebi uma casinha de bonecas feita em madeira, com as sobras da fábrica onde ele trabalhava. Foi do meu pai que recebi um pequeno baú, também em madeira, onde guardava os autocolantes dos bolicaos, as cartas da minha professora da primária, e mais umas coisitas. E lembro-me que, numa fase muito complicada das suas vidas, o meu pai me ofereceu de presente um pedacito de madeira trabalhado para pôr na minha mesa de cabeceira com a inscrição "Parabéns Marta"!
Ainda hoje lhes agradeço por todos esses presentes que, para a maioria das pessoas não têm valor, para para mim são um pequeno tesouro - foram dados com todo o amor que tinham. E não é esse o mais valioso de todos os presentes?

sábado, 22 de outubro de 2011

Sugestão de Natal

                            
Porque não comprar uns pequenos cabazes, e prepará-los com aquelas coisas que sabemos que serão úteis a quem as vamos oferecer, ou com algo que acreditamos que irão apreciar? Sem necessidade de gastar muito dinheiro, e ao mesmo tempo ajudando quem precisa, a sugestão para um presente sempre bem vindo é o Cabaz de Natal personalizado, feito por cada um de nós!