Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



Mostrar mensagens com a etiqueta calma. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta calma. Mostrar todas as mensagens

sábado, 17 de março de 2012

Nos teus braços



Quando o mundo lá fora se torna mais cruel...
Quando a vida insiste em nos pôr à prova...
Quando tudo fica mais difícil...
Quando as coisas à nossa volta se complicam...
Quando estou cansada, desanimada ou triste...
Quando começo a perder as forças...
Quando só me apetece ficar sossegadinha no meu canto...

...é bom saber que TU estás lá comigo...

...para me dares aquele abraço reconfortante e o teu peito aconchegante!
...para me fazer festinhas no cabelo!
...para me acalmar, dar segurança, e proteger!
...para me devolver a alegria, coragem e confiança!
...estás lá, para MIM!

Obrigada por cuidares com tanto amor e carinho desta tua "Pequenina"!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Atendimento Público



Ao fim de 12 anos, a trabalhar como assistente administrativa, neste escritório, aprendi várias coisas.
A primeira é que, como em tudo na vida, nunca conseguimos agradar a toda a gente! Há clientes que nos consideram simpáticos e outros que dizem que somos mal-educados. Há clientes que saem daqui com uma excelente impressão, e satisfeitos com o trabalho prestado pelo meu patrão, enquanto outros reclamam e vão fazer queixas à concorrência!
A segunda foi aprender a saber esperar, por vezes horas, para ser atendida nos diversos serviços públicos a que tenho que me deslocar em trabalho. E para mim não será muito difícil porque, afinal, faz parte do trabalho. À partida, não tenho que me preocupar com o horário, porque estar ali será o mesmo que estar no escritório. Pior será para aqueles que têm que faltar ao trabalho para ali estar. De qualquer forma, é preciso paciência para esperar pela nossa vez, quando sabemos que nesse tempo poderíamos adiantar diversos assuntos que deixámos pendentes. É preciso calma para observar determinadas situações e não perder as estribeiras, quando assistimos a funcionários que “pedem licença a um pé para mexer o outro”, que se põem na conversa em vez de nos atenderem, que “não estão ao balcão para ninguém” mas levantam-se imediatamente para fazer um favor especial a alguém conhecido ou familiar.
A terceira é perceber que, por mais boa vontade que os funcionários até tenham, torna-se difícil fazerem agora o mesmo trabalho, que antes era executado pelo dobro dos funcionários, principalmente quando, quem está à frente desses serviços, não consegue pôr alguma ordem e organização, zelando pelo bom funcionamento do serviço e pela mínima satisfação de quem dele precisa, e a ele se vê obrigado a recorrer.
Por último, cada vez mais me convenço que deveria haver uma espécie de teste psicológico para todos os funcionários, ou aulas de formação para lidarem com o público! É que está mais que provado que grande parte desses funcionários não tem capacidade para exercer convenientemente essa função. Alguns esquecem-se que estão a receber um pagamento pelo serviço que prestam, dão a ideia que estão ali por obrigação, quando lhes apetecia estar noutro lado qualquer. Muitas vezes, deixam a sua vida pessoal e os seus problemas interferirem no trabalho, ou estão simplesmente num mau dia, ou de mau humor.
Talvez até tenham motivos, talvez algum cidadão não tenha agido de forma correcta e a pessoa esteja aborrecida e exaltada. Mas quem chega a seguir e até fala educadamente, não tem culpa, e não tem que levar com respostas “tortas” e falta de profissionalismo!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Nada se repete…

 

A natureza está em constante mudança, em ciclos que se vão sucedendo…Não pára…Não volta atrás…
E, tal como a natureza, a nossa vida segue o mesmo princípio, o mesmo rumo…
Os momentos de mudança da minha vida foram, para mim, os melhores que vivi. Gosto desses picos em que tudo se transforma, em que tudo dá uma volta de 180 graus. Não me agrada tanto quando, após o pico, volto a caminhar cá em baixo até que uma nova subida surja…Mas seria impossível viver a vida só com picos, ou subir e descer, permanentemente, a alta velocidade…
Há que aproveitar tudo com a calma e o tempo necessário, sem atropelar nenhuma fase.
Compreendi também, que qualquer momento na nossa vida, é único!
Por mais que se tente repetir, voltar atrás e tentar vivê-lo de novo, por mais que se tente voltar a sentir as mesmas emoções…simplesmente não conseguimos!
Será sempre um novo momento, uma nova visão das coisas, novos sentimentos, que não têm que ser necessariamente melhores ou piores, mas apenas diferentes.
É normal, quando determinados momentos se tornam inesquecíveis, sentirmos saudades, desejar que nunca acabassem, que fossem permanentes…
Mas talvez, se assim fosse, não lhes atribuíssemos o valor que hoje representam!