Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



Mostrar mensagens com a etiqueta vida. Mostrar todas as mensagens
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quarta-feira, 21 de março de 2012

À Prova

 

A vida coloca-nos, muitas vezes, à prova!
São várias as batalhas, as dificuldades e os obstáculos que se apresentam nos nossos caminhos, e que testam, de forma espontânea ou propositada, as nossas relações connosco e com os outros.
É fácil estarmos satisfeitos com a nossa vida quando ela corre bem, gostarmos de nós quando nos sentimos bem connosco, sentirmo-nos confiantes quando estamos por cima...
É fácil estar ao lado de alguém quando tudo corre bem, oferecermos o nosso apoio quando sabemos que não é preciso, dar a nossa mão quando já existem várias, amar quando tudo é lindo...
E é muito bom quando saboreamos maioritariamente o lado positivo da nossa passagem e vivência!
Mas é nos momentos mais difíceis, nas grandes dificuldades, quando nos tentam derrubar ou começamos a perder as forças, que confirmamos todo o poder e valor do sentimento que até aí nos uniu, que até aí experimentámos.
Nestes momentos, percebemos quem continua lá ao nosso lado, quem não "abandonou o barco" perante a possibilidade de ele afundar...
Nem todos temos as mesmas capacidades ou formas de lidar com as dificuldades, mas sentir apoio e um ombro amigo ajudam muito a atravessar os tempos difíceis!
E se é verdade que eles nos têm surgido constantemente nos últimos meses, também é verdade que estamos juntos, e juntos estamos a vencer e ultrapassar cada um deles!

sábado, 17 de março de 2012

Nos teus braços



Quando o mundo lá fora se torna mais cruel...
Quando a vida insiste em nos pôr à prova...
Quando tudo fica mais difícil...
Quando as coisas à nossa volta se complicam...
Quando estou cansada, desanimada ou triste...
Quando começo a perder as forças...
Quando só me apetece ficar sossegadinha no meu canto...

...é bom saber que TU estás lá comigo...

...para me dares aquele abraço reconfortante e o teu peito aconchegante!
...para me fazer festinhas no cabelo!
...para me acalmar, dar segurança, e proteger!
...para me devolver a alegria, coragem e confiança!
...estás lá, para MIM!

Obrigada por cuidares com tanto amor e carinho desta tua "Pequenina"!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pensamentos



Uma vez disseram-me que, por vezes, é bom haver algo ou alguém que entre na nossa vida para a destabilizar, para lhe dar um abanão e, quem sabe, até a virar do avesso!
Sobretudo quando temos hábitos, posturas, crenças e rotinas tão instaladas e vincadas. Quando criámos uma determinada metodologia, ordem e sequência, que orienta os nossos actos, e a maneira de estar e encarar a vida e as pessoas à nossa volta.
Principalmente, quando só conseguimos observar o mundo segundo a nossa perspectiva, e permanecemos resistentes à mudança. Resistentes a baixar o escudo e deixar alguém entrar no nosso casulo. Resistentes a viver tantas coisas que, assim, acabamos por perder, não experimentar, e não desfrutar.
De qualquer forma, além da apreensão que sinto quanto à veracidade deste pensamento e à sua real eficácia, estou pouco receptiva a rotações superiores a 90º graus!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Desafios



Ao longo de toda a nossa vida, e do caminho que percorremos, vão-nos sendo lançados desafios.
Desafios que têm por objectivo testar a forma como a eles reagimos, a forma como os encaramos e agarramos ou, simplesmente, a forma como os ignoramos e seguimos adiante.
A cada desafio, temos uma oportunidade de mostrar aquilo de que somos ou não capazes, de mostrar a nossa coragem, a nossa força interior, a nossa evolução.
As escolhas que fazemos, e as decisões que tomamos, são o reflexo da nossa forma de estar na vida.
Só nós sabemos, ou deveríamos saber, se aceitar cada um desses desafios nos vai trazer algo de bom, algum ensinamento ou lição a aprender com eles.
Só nós poderemos avaliar, em consciência, se os benefícios serão maiores que os perigos que daí possam resultar.
Muitas vezes, acontece-nos uma determinada situação à qual reagimos de uma forma que, naquele momento, e dentro do que achamos ser as nossas capacidades e limitações, nos parece a única que possível.
Mais tarde, podemos até perceber que afinal tínhamos a capacidade e a possibilidade de reagir, e agir, de forma diferente.
Convencemo-nos então, cheios de esperança e energia, como se tivéssemos acordado para a vida, que não nos voltaremos a subestimar.
Para nos testar, e ver se realmente essa força repentina veio para ficar, ou se foi só uma luz que, ainda mal se acendeu, logo se apagou, surge-nos mais um desafio! E agora?
Será que vamos mostrar uma nova atitude perante esse desafio? Ou será que, quando damos por nós, verificamos que estamos a ter a mesma reacção de outrora?
Pois é, falar é fácil! Manter a acção ao mesmo passo daquilo que dizemos é mais complicado…
Mas atenção, não quer isto dizer que tenhamos que aceitar todos os desafios, ou que tenhamos que mudar a nossa forma de pensar e de estar, só para provar alguma coisa a alguém.
Não nos devemos sentir obrigados a fazer algo que vá contra a nossa natureza e personalidade, se virmos que isso nos vai prejudicar mais do que ajudar.
A única pessoa a quem temos que provar alguma coisa, é a nós próprios, e se isso nos fizer sentir bem!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A minha banda sonora romântica

1 - Lady Antebellum, Just a Kiss
2 - Colbie Caillat, Realize
3 - Celine Dion, My Heart Will Go On
4 - Hands on Approach, Days of Our Own
5 - Michael Bolton, Said I Loved You But I Lied
6 - Adele, Someone Like You
7 - Eric Clapton, Blue Eyes Blue
8 - The Fray, You Found Me
9 - Angel Lopez, Te Sigo Amando
10 - Shayne Ward, Breathless
11 - Mafalda Veiga, Cada Lugar Teu

e haveria muitas mais a acrescentar, mas fico-me por estas!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Experiência

“A experiência é como uma lanterna dependurada nas costas – apenas ilumina o caminho já percorrido”
CONFÚCIO

                       

Lembro-me de uma história que li uma vez, sobre duas moscas que caíram num copo de água. Uma delas, lutou desesperada para conseguir sair de lá mas, ao fim de pouco tempo, estava de tal forma cansada que acabou por não ter mais forças e afogou-se. A outra, mais ponderada, conseguiu com calma chegar até ao rebordo do copo e voou, salvando-se da morte certa. Uns tempos mais tarde, essa mesma mosca volta a cair num copo, desta feita mais alto. Uma outra, que observava a cena, tentou ajudá-la, sugerindo-lhe que se servisse da palhinha para subir. Mas a mosca, baseando-se na sua experiência adquirida da aventura anterior, resolveu agir como dessa vez, ignorando o conselho da sua amiga. E assim, acabou por ter um triste destino.
É certo que todos nós aprendemos alguma coisa com a experiência que, ao longo da nossa vida, vamos adquirindo. Mas isso não significa que estejamos totalmente preparados para o futuro, imunes ao que ele nos reserva, ou que tenhamos aprendido a lição completa.
À medida que vamos vivendo percebemos que, no caminho já percorrido, tivemos acções que se revelaram acertadas, cometemos erros que agora poderemos saber evitar, e adquirimos conhecimentos que até então não possuíamos.
Mas a vida é uma experiência contínua, uma aprendizagem permanente, e nem sempre aquilo que já sabemos pode ser aplicado no caminho que temos pela frente, e nas situações que se apresentem daí em diante.
Por vezes, a vida troca-nos as voltas e, quando assim é, de nada vale a experiência adquirida perante uma visão completamente nova aos nossos olhos.
Aquilo que passámos ontem, e sabemos hoje, pode não ser suficiente nem apropriado para enfrentar o nosso amanhã!
Por isso, é importante guardar essa experiência já adquirida como uma mais-valia, mas não permitir que ela nos limite ou impeça de agir de uma forma diferente num futuro ainda por desbravar!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bateria Recarregada



Hoje acordei decidida a ser uma nova mulher!
Sinto a bateria recarregada, no seu máximo, e estou confiante!
Quando chegamos ao fundo, só nos resta subir.
Por isso:
- chega de não acreditar em mim!
- chega de me vitimizar em vez de reagir!
- chega de fazer o que os outros querem que eu faça, só para que se sintam bem, quando isso me fizer mal a mim.
- chega de ter medos!
- chega de desistir à primeira dificuldade!
- chega de sofrer pelas situações menos boas que me acontecerem!
- chega de me condenar por todas as atitudes certas que tiver que tomar, mesmo que custe!
- chega de sentir culpa!
- chega de chorar! (a não ser que seja de alegria)
- chega de admitir determinados comportamentos errados!
- chega de permitir que, tanto eu como outras pessoas, destruam a minha vida e não me permitam ser feliz!
- chega de guerras, gritos e violência!
- chega de me encolher e esconder no meu cantinho (a não ser que seja n' o meu canto!)

Está na hora de, como se costuma dizer, "agarrar o touro pelos cornos"!
De sair cá para fora, agir, de ser a mulher adulta e determinada que sou, de viver!

Vamos lá ver quanto tempo dura a carga!...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lições de Vida

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Não devemos julgar ninguém, sem antes conhecermos bem essa pessoa…

O que nos torna diferentes, pode também ser a nossa maior força…

Por mais pequenos ou insignificantes que possamos parecer aos olhos dos outros, quem sabe não podemos, muitas vezes, fazer a diferença…

Ninguém nos pode fazer sentir inferior sem o nosso consentimento…

Por vezes somos mais fortes do que pensamos, descobrimos uma força dentro de nós, que nem sabíamos que existia…

Sozinhos, podemos não fazer muito. Mas trabalhando em conjunto por um objectivo comum, podemos chegar longe…

Por mais difícil, ou até mesmo impossível, que algo possa parecer, não devemos desistir…não sem antes, pelo menos, tentar…

Por vezes, ser livre significa optar, não por ir, mas por ficar…ficar onde queremos e com quem gostamos, onde realmente nos sentimos bem…

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Em busca de objectivos


A maioria das pessoas desiste de sonhar, e de lutar, porque pensa que o sonho apenas conduz à desilusão. A partir daí, agarram-se ao concreto, àquilo que conhecem (mesmo que não as satisfaça), e acomodam-se, entrando num estado de profunda apatia, de desistência, tornando-se uma espécie de zombies…”

Quantas vezes desejamos ter esta ou aquela coisa, sonhamos ser isto ou aquilo, e nos lamentamos por ainda não o termos conseguido.
É nessa altura que nos dizem “em vez de pensares no que não tens, e te lamentares por isso, dá antes valor ao que possuis, ao que já atingiste, ao que já conseguiste”!
Concordo plenamente, que devemos dar valor ao que temos e conseguimos, em vez de pensarmos e lamentarmos o que não temos.
Por outro lado, dizem-nos que não nos devemos acomodar, e deixarmo-nos ficar por aquilo que temos.
Pelo contrário, é imprescindível ter objectivos para concretizar, metas para atingir, de forma a alcançarmos tudo aquilo que ainda não temos e tantas vezes sonhamos (embora nos digam para não pensar tanto nisso, porque afinal já temos o que temos!).
E que objectivos são esses que devemos ter? Que precisamos de ter? E onde procurá-los? Onde encontrá-los?
Dentro de nós próprios, evidentemente! Então, e se eu simplesmente não tiver nenhum objectivo? Será que não tenho mesmo? Se tenho, não os consigo descobrir…
Ou até talvez tenha encontrado alguns, mas com eles vem a certeza de que não vale a pena alimentá-los, porque sem dinheiro, não há concretização possível.
Que sonhos, que objectivos procuramos geralmente realizar?
- Estudar e/ ou tirar um determinado curso, licenciatura, mestrado, bacharelato;
- Arranjar um trabalho;
- Comprar uma casa própria;
- Casar com a pessoa que ama (depois de a encontrar);
- Ter filhos;
- Viajar;
- Praticar alguma actividade ou hobbie;
- Tirar a carta de condução;
- Comprar um carro;
- Fazer uma dieta;
- Deixar de fumar;
- Morar sozinho, deixar a casa dos pais;
- Cortar com determinado vício…


Ora, eu não me revejo em nenhum destes objectivos – fiz o 12º ano porque não quis estudar mais (nem vontade tenho de o voltar a fazer), encontrei um trabalho onde estou há 11 anos (não é propriamente o trabalho de sonho, mas estou efectiva, pagam-me, e não trabalho aos fins de semana, como sempre desejei), casei, divorciei-me, tenho uma filha, moro com ela numa casa alugada (porque não tenho intenção de comprar uma), nunca quis tirar a carta de condução porque não me imagino sequer a conduzir, e ter um carro não está dentro das minhas possibilidades financeiras, não tenho vícios, não preciso de dietas, tenho o namorado que desejei, não tenho tempo para actividades extra (até para poder estar um pouco sozinha quase tenho que pedir licença)…
Viajar, já foi um sonho e, consequentemente, um objectivo. Neste momento, não me entusiasma tanto, e ainda que assim fosse, não há dinheiro!
Se se pode considerar um objectivo, gostava de ir este ano ver o espectáculo ALEGRIA, do Cirque du Soleil. Mas, também para isso, não há dinheiro.
Gostava de criar uma instituição de solidariedade social e, claro está, ainda menos dinheiro há.
Ou seja, não há nada que eu neste momento consiga identificar como objectivo para a minha vida. Isso significa que estou a viver ao “sabor da maré”, caminhando para onde a vida me leva. Em vez de levá-la eu para onde quero.
Se me perguntarem “mas tu não sonhas”? Claro que sonho! Mas de que adianta sonhar se, como alguém disse, esses sonhos, “só levam a desilusões”? É por isso que, qualquer que seja a ideia que, eventualmente surja, ou me apresentem, nem sequer chega a florescer – é cortada de imediato, rejeitada naquele preciso momento.
Em vez disso, agarro-me ao que tenho, à minha morna realidade, à minha vidinha de sempre, ao marasmo e à monotonia que a caracteriza.
E, se é verdade que muitas vezes nem penso nisso e consigo viver bons momentos dentro dessa realidade, também é verdade que há dias em que percebo o rumo, ou a falta dele, que estou a dar à minha vida. Não me sinto totalmente satisfeita, a apatia instala-se e sinto-me, de facto, uma zombie.
Se é triste? É! Mas se é angustiante parar, pensar e perceber que não tenho objectivos, e que, por isso mesmo, estou insatisfeita e não sou completamente feliz, mais angustiante é obrigar-me a uma busca interior, tentando encontrar objectivos que eu sei que neste momento não existem, como se disso dependesse toda a minha felicidade.
O objectivo principal é o meu bem-estar, e esta demanda não é, de todo, algo que me deixe mais animada e feliz.
Afinal, se e quando tiver objectivos, estes irão surgir por si mesmos e, nessa altura, eu estarei apta a identificá-los. A partir daí, restará saber o que fazer com eles…