Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carochinha dos tempos modernos



Longe vão os tempos em que a Carochinha, varrendo a sua cozinha, encontrava uma moeda que a tornava rica, e se punha à janela toda enfeitada, à espera do seu rato encantado!
A Carochinha da minha história encontra moedas de 1 ou 2 cêntimos na rua! Com alguma sorte, lá calha uma mais gordita, mas nem assim consegue amealhar o suficiente para garantir o seu futuro!
As únicas janelas onde se põe à conversa com o seu "João Ratão", são a do MSN e a do autocarro! E foge do casamento como de uma praga, em vez de correr para a igreja!
Será o desfecho desta história menos trágico que o original?
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Experiência

“A experiência é como uma lanterna dependurada nas costas – apenas ilumina o caminho já percorrido”
CONFÚCIO

                       

Lembro-me de uma história que li uma vez, sobre duas moscas que caíram num copo de água. Uma delas, lutou desesperada para conseguir sair de lá mas, ao fim de pouco tempo, estava de tal forma cansada que acabou por não ter mais forças e afogou-se. A outra, mais ponderada, conseguiu com calma chegar até ao rebordo do copo e voou, salvando-se da morte certa. Uns tempos mais tarde, essa mesma mosca volta a cair num copo, desta feita mais alto. Uma outra, que observava a cena, tentou ajudá-la, sugerindo-lhe que se servisse da palhinha para subir. Mas a mosca, baseando-se na sua experiência adquirida da aventura anterior, resolveu agir como dessa vez, ignorando o conselho da sua amiga. E assim, acabou por ter um triste destino.
É certo que todos nós aprendemos alguma coisa com a experiência que, ao longo da nossa vida, vamos adquirindo. Mas isso não significa que estejamos totalmente preparados para o futuro, imunes ao que ele nos reserva, ou que tenhamos aprendido a lição completa.
À medida que vamos vivendo percebemos que, no caminho já percorrido, tivemos acções que se revelaram acertadas, cometemos erros que agora poderemos saber evitar, e adquirimos conhecimentos que até então não possuíamos.
Mas a vida é uma experiência contínua, uma aprendizagem permanente, e nem sempre aquilo que já sabemos pode ser aplicado no caminho que temos pela frente, e nas situações que se apresentem daí em diante.
Por vezes, a vida troca-nos as voltas e, quando assim é, de nada vale a experiência adquirida perante uma visão completamente nova aos nossos olhos.
Aquilo que passámos ontem, e sabemos hoje, pode não ser suficiente nem apropriado para enfrentar o nosso amanhã!
Por isso, é importante guardar essa experiência já adquirida como uma mais-valia, mas não permitir que ela nos limite ou impeça de agir de uma forma diferente num futuro ainda por desbravar!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Se soubesse que não iria falhar...

...casava-me!? (novamente)

Acho que qualquer pessoa, se soubesse à partida que não iria falhar, faria tudo aquilo que muitas vezes não faz ou hesita em arriscar, por não saber se irá dar certo ou não.
E, se é certo que, "estando deitados, não corremos o risco de cair, mas também não andamos para lado nenhum", que é o mesmo que dizer que, apesar de não haver certezas, mais vale arriscar e viver, do que ficarmos parados e quietinhos na nossa zona de conforto, também é certo que, por vezes, precisamos mais de segurança do que aventuras!
Se nos dá prazer viver cada momento sem saber o que dali poderá resultar, ou o que o futuro nos reserva, e ir descobrindo aos poucos, também seria bom se, uma vez por outra, nos levantassem uma pontinha do véu, se nos mostrassem uma pequena luz que nos iluminasse.
Se é verdade que é com os erros que aprendemos, e que precisamos de experimentar tudo na vida, porque só assim poderemos tirar partido desta nossa breve passagem, também é verdade que algumas vezes seria melhor saber como evitar certos acontecimentos, e seguir outro caminho.
Falhar é humano, e quase sempre vale mais tentar e falhar, do que nem sequer tentar. Digo quase sempre, porque acredito que há momentos em que é preferível fazer uma paragem. Cabe-nos a todos nós decidir!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Regras do Amor

Para aprender a andar a cavalo, há que ter em conta três regras básicas - não ter medo, fechar os olhos, e aguentar!"



Esta frase fez-me pensar: não será o amor como andar a cavalo?
Se pensarmos bem, as três regras aplicam-se - não podemos ter medo de amar, não conseguimos ver o que esse amor nos reserva no futuro, mas ainda assim, se quisermos vivê-lo, temos que seguir adiante, confiar na pessoa que está ao nosso lado, e com ela ultrapassar todos os obstáculos!
Claro que, para quem vai aprender a andar a cavalo pela primeira vez, acaba por ser mais fácil. É novidade, há todo aquele entusiasmo, aquela vontade de experimentar e ver como nos saímos. Por vezes, nem sequer pomos a hipótese de o cavalo nos atirar para o chão e de nos magoarmos.
Ou, se a consideramos, não é suficientemente forte para nos impedir de experimentar!
O pior é quando alguém já o fez, e deu-se mal. Quando essa pessoa, que queria muito aprender a montar, o fez sem reservas, sem medos, deixou-se levar e, quando abriu os olhos, estava caída.
Como é que essa pessoa reagirá perante uma nova tentativa? Perante um cavalo diferente do anterior?...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Balanço Final


"2011 - um ano de vitórias, de batalhas perdidas, de impasses, de obstáculos ultrapassados, de barreiras ainda não eliminadas, de muitas emoções...O ano em que, em determinados momentos, pensei que tudo se desmoronava à minha volta, mas também um ano de construções fortes...um ano para esquecer, mas também um ano para recordar...Um ano que agora está prestes a terminar..."

Estamos a chegar ao fim de mais um ano.
Um ciclo termina, para ceder o seu lugar a um novo que, em breve, se apresentará. 
É tempo de fazer uma pausa...parar...reflectir...e fazer um balanço.
Na verdade, apenas passamos de um dia para outro, de uma hora para a outra, de um ano para o outro.
Mas é um facto, e penso que já se tornou um hábito, em determinadas alturas do ano, ao longo da nossa vida, querermos encerrar um capítulo e recomeçar, numa nova página em branco.
Fazer uma selecção do que já passou, guardando o que é bom de guardar, deitando fora o que não vale a pena...
E planear o futuro que se aproxima, formulando desejos, criando expectativas, fazendo planos, estipulando objectivos...
Que só, no fim, saberemos se se concretizaram ou não...
São momentos de renovação em que, por instantes, ganhamos um novo fôlego. Um balão de oxigénio, de esperança e optimismo...
Não podemos apagar as páginas que já escrevemos, mas podemos sempre escrever naquelas que ainda estão vazias.
Isso dá-nos coragem. Dá-nos ânimo. É, simplesmente, reconfortante para a nossa alma e para o nosso coração!
E se, essas pausas e reflexões, se mostrarem benéficas, tanto física como espiritualmente, e até enriquecedoras, valerá a pena (se sentirem essa necessidade, claro), dedicarem-se por um momento a elas!