Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...
Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!
How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…
Now I have decided to open those drawers, and this is the result!
“Não é da sorte que o homem vive, mas das realidades que consegue criar…”
Há quem afirme que nascemos com o nosso destino traçado.
Há quem diga que, quanto mais tentamos fugir dele, mais nos aproximamos.
Há quem acredite que não é o destino que comanda as nossas acções, mas sim nós, que ditamos e fazemos o nosso destino!
E há quem pense que até podemos ter um destino traçado, mas que pode ser influenciado e até mudar a qualquer momento, conforme as atitudes e acções que tomarmos ao longo da vida, ou seja, um destino flexível, em que há interacção entre o desconhecido e o ser humano.
O destino pode ser utilizado como desculpa ou justificação para muitas coisas, mas não nos devemos resignar e aceitar este ou aquele acontecimento apenas porque “é o nosso destino”!
Não nos devemos acomodar a uma determinada situação, e permanecer inertes, utilizando tão vago argumento.
Podemos ter a sorte de algumas coisas ou pessoas surgirem na nossa vida, de forma inesperada. Mas cabe, a todos nós, agir e lutar para que possamos conquistar todas as outras.
Eu acredito que até podemos ter a nossa história manuscrita em folhas de rascunho, mas também podemos alterar os acontecimentos, os factos, as personagens, reescrever, e fazer a nossa própria história!
Um acidente de automóvel coloca Paige (Rachel McAdams) em coma. Quando ela acorda e revela sofrer de total perda de memória, o seu marido Leo (Tatum) não tem outra alternativa senão empenhar-se para reconquistar o seu coração, pela segunda vez.
Um acidente de automóvel coloca Paige (Rachel McAdams) em coma. Quando ela acorda e revela sofrer de total perda de memória, o seu marido Leo (Tatum) não tem outra alternativa senão empenhar-se para reconquistar o seu coração, pela segunda vez.
Para terminar em grande o espírito de S. Valentim, não podia deixar de falar neste filme que, para mim, será daqueles que, por mais vezes que o veja, nunca me irei cansar, e os sentimentos que ele me irá transmitir serão sempre os mesmos!
Baseado em factos verídicos, este filme faz-nos rir, mas também nos faz chorar em vários momentos, principalmente no fim, quando nos apercebemos do desfecho que o destino reservou às personagens, e que reflecte a verdadeira história.
Durante a maior parte do tempo coloquei-me no lugar dele - deve ser uma enorme sensação de frustração perceber que aquela mulher que está ali à sua frente, que ele ama mais que tudo na vida, a sua única família, com quem ele viveu tantos bons momentos, com quem ele casou, não se lembra de nada disso. Que o vê como um estranho, em quem não tem confiança, por quem não sente absolutamente nada...
E, por mais que ele tente, da forma que acha ser a melhor, ajudá-la, as coisas não correm como ele espera, e a esperança dá lugar ao desespero.
Ele mantém-se a mesma pessoa, honesta, simples e pura, que prometeu (quase que a adivinhar o que iria acontecer) fazer tudo para que encontrassem sempre uma forma de ficar juntos, mesmo que houvesse algo que os afastasse. E acreditem que ele foi um homem paciente que, por amor a ela, se sujeitou e enfrentou situações que nem todos aguentariam. Mas ele também não é de ferro, também tem sentimentos e, por isso mesmo, chega o momento em que é preciso recuar, dar espaço, e esperar que a iniciativa venha da outra parte.
Também me coloquei no lugar dela, e deve ser igualmente frustrante o nosso cérebro ter apagado uma parte da nossa vida. Querermo-nos lembrar das coisas e não conseguirmos juntar as peças. Mais frustrante ainda estarmos debaixo da pressão de termos que nos lembrar porque todos estão à espera disso. Mas ela não se lembra de nada, a não ser do ex-namorado, da sua família, e dos tempos em que ainda não conhecia o seu marido. E, talvez para ela, isso seja suficiente, afinal não tem nada a perder...Pode reescrever a sua história da forma que entender...
Mas, quando um amor é verdadeiro, talvez essas duas pessoas estejam destinadas a ficar juntas...
Só mesmo vendo o filme para o descobrirem, mas posso dizer que o final para mim foi marcante. Primeiro porque estava a ver o filme e parecia que as coisas finalmente começavam a melhorar. De repente, acaba! E eu pensei: "então mas acaba assim?" Eu queria mais! E depois, aquela frase ficou a martelar-me na cabeça e não consegui desligar "ela nunca recuperou a memória..."
Nunca pensei que isso fosse possível, sempre tive aquela ideia que as pessoas perdiam temporariamente, mas aos poucos iam acabando por se lembrar. Para mim, foi um choque. Nem quero imaginar se algum dia isso me acontecesse...E pronto, lamechas como eu sou, não consegui evitar as lágrimas, que ao longo de todo o filme teimavam em dar um ar da sua graça!
Longe vão os tempos em que a Carochinha, varrendo a sua cozinha, encontrava uma moeda que a tornava rica, e se punha à janela toda enfeitada, à espera do seu rato encantado!
A Carochinha da minha história encontra moedas de 1 ou 2 cêntimos na rua! Com alguma sorte, lá calha uma mais gordita, mas nem assim consegue amealhar o suficiente para garantir o seu futuro!
As únicas janelas onde se põe à conversa com o seu "João Ratão", são a do MSN e a do autocarro! E foge do casamento como de uma praga, em vez de correr para a igreja!
Será o desfecho desta história menos trágico que o original?
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...
“Está na hora de te desfazeres de todas as minhas coisas. Não precisarás de nenhuma delas para te lembrares de mim…Eu estarei sempre contigo, na tua memória, no teu pensamento, e no teu coração! É aí que me guardarás e recordarás…”
Quando li isto, pensei: se eu estivesse no lugar dela, não sei se iria conseguir cumprir esta missão.
É certo que não precisamos de recordações (materiais) para nos lembrarmos daqueles que amamos, nem para os mantermos presentes no nosso pensamento e no nosso coração.
Mas também é verdade que, até mesmo as recordações materiais, podem ter um valor sentimental.
E eu sou daquelas pessoas que gosto de guardar tudo: a rolha de uma garrafa de espumante, aberta naquela ocasião especial, o postal do dia dos namorados, objectos preferidos, aquela velha peça de roupa…
Podem ser apenas meros objectos, mas cada um deles tem a sua história, e cada um deles faz-nos relembrar sentimentos e emoções que fizeram, em algum momento, parte da nossa vida e da nossa própria história!
À medida que os vamos de novo descobrindo, um a um, voltamos a reviver cada uma dessas experiências, regressando a um passado que desejávamos não ver apagado.
Pegar em todas essas lindas lembranças, e colocá-las em caixotes, sabendo que nunca mais voltaremos a vê-las (porque a pessoa a quem pertenciam não está mais entre nós para usufruir delas, e nos incumbiu dessa penosa tarefa), não seria, pelo menos para mim, nada fácil!
Embora compreenda que acaba por ser benéfico dar esse passo, para podermos seguir com a nossa vida, é um facto que, quando amamos, custa sempre desfazermo-nos de algo que pertencia a pessoas para nós tão especiais e importantes, não pelo seu valor material, mas pelo valor emocional!
Vi este espectáculo no Pavilhão Atlântico e adorei! São bailarinos fantásticos que, através da dança, contam uma história que poderia ser a de todos nós...
Lord of the Dance (Deus da Dança) é um dos mais famosos e aclamados espectáculos mundiais, de música e dança celta.
Criado, coreografado, estrelado e produzido por Michael Flatley - dançarino americano filho de irlandeses (que ganhou notoriedade no Riverdance), e cujo sonho era montar um espectáculo de dança capaz de ser exibido em arenas e estádios em vez de teatros tradicionais, e com música escrita por Ronan Hardiman, este espectáculo levou seis meses para se tornar realidade.
A história, baseada no personagem “Lord of the Dance” (Deus da Dança), na sua luta contra o senhor do mal "Don Dorcha" que queria conquistar “Planet Ireland” (Planeta Irlanda), e no tema "Amor contra Luxúria", traduz-se numa experiência única de movimentos, marcados pelo sincronismo e o rigor, em coreografias que exprimem a força da cultura tradicional irlandesa.
Sempre adorei finais felizes, penso que como a maioria das pessoas. Tanto em livros, como em filmes, era bom saber que tudo acabava bem.
De há uns anos para cá, porém, confesso que prefiro finais surpreendentes, realistas ou não, mas que fujam ao que o espectador/ leitor esperaria ver ou ler.
Talvez porque compreendi que não existem finais felizes, ou melhor, só existem no momento em que paramos a história nessa fase.
As nossas vidas não param quando estamos bem, são feitas de ciclos, de altos e baixos, de momentos felizes e menos felizes.
Já imaginaram como seria a história depois da história? Depois do final feliz?
Claro que seria impensável um livro ou um filme ter tamanha duração, e já que a realidade é, por vezes, tão dura, porque não parar no momento certo e terminar com um “e viveram felizes para sempre”?!
“Chamo-me Barbara Millicent Roberts, mais conhecida por Barbie, e nasci a 9 de Março de 1959. Filha de Ruth e Elliot Handler, vim ao mundo já adolescente e tenho, até hoje, sobrevivido com sucesso ao passar dos anos, juntamente com o meu namorado Ken, e toda a minha família e amigos, que fiz ao longo de todo este tempo. Acompanhando sempre a época, tanto no vestuário como no corte de cabelo, sempre vivi no mundo da moda, sendo a primeira a ser maquilhada e a receber acessórios. A minha influência, nos dias de hoje, é visível e marcante, ao ponto de existirem comparações e apelidarem de Barbie alguém que, como eu, é loira ou se veste de rosa. Digamos que criei um padrão de beleza, valorizando a preocupação com a estética, e não é raro muitas meninas e adolescentes se quererem parecer comigo. Mas gostava, acima de tudo, que me vissem como uma mulher inteligente, amiga, companheira, meiga e politicamente correcta!”
Na verdade, cada vez que oiço uma pessoa apelidar alguém de Barbie, o primeiro pensamento que me ocorre é o da “típica loira, burra, e fútil”, que só pensa em moda e pouco mais!
Mas, depois de ter visto todos os DVD´s de desenhos animados da Barbie, percebi que ela pode ter uma influência muito mais importante e valiosa sobre as adolescentes e mulheres.
Em cada filme, há uma mensagem – uma moral da história, um pensamento, um ensinamento, que nos mostra que existem valores e sentimentos preciosos que nunca devem deixar de existir dentro de nós.
A importância da verdadeira amizade, do verdadeiro amor, da liberdade, do nosso próprio valor, da confiança, da coragem…
Lembro-me de uma conversa que me marcou neste último filme, e que dizia respeito ao que era necessário para se ser um princesa – “não é uma coroa que faz de ti uma princesa”. A escola pode, através de aulas de etiqueta, de boas maneiras, de dança e outras, estimular a confiança. Mas confiança sem carácter de nada vale. Muitas alunas aqui têm confiança, mas falta-lhes carácter! (e aqui não pude deixar de pensar que provavelmente é o que acontece com os políticos!) Tu tens carácter, mas falta-te confiança, dizia ela à Barbie.
Por isso, por muito disparatado que possam achar uma mulher de 32 anos adorar filmes da Barbie, é a mais pura verdade, e não tenho vergonha de o dizer.
Pode até ter, e tem, muita fantasia. Mas tem também um fundo de realidade e aposto que se virmos bem, existe um pouco de nós em alguma das suas diversas personagens, existe um pouco da nossa vida em alguma das suas histórias!
Algo de bom que delas podemos retirar, e transportar para o nosso mundo!
Sempre adorei finais felizes, penso que como a maioria das pessoas. Tanto em livros, como em filmes, era bom saber que tudo acabava bem.
De há uns anos para cá, porém, confesso que prefiro finais surpreendentes, realistas ou não, mas que fujam ao que o espectador/ leitor esperaria ver ou ler.
Talvez porque compreendi que não existem finais felizes, ou melhor, só existem no momento em que paramos a história nessa fase.
As nossas vidas não param quando estamos bem, são feitas de ciclos, de altos e baixos, de momentos felizes e menos felizes.
Já imaginaram como seria a história depois da história? Depois do final feliz?
Claro que seria impensável um livro ou um filme ter tamanha duração, e já que a realidade é, por vezes, tão dura, porque não parar no momento certo e terminar com um “e viveram felizes para sempre”?!
Deve ter sido mais ou menos isto que aconteceu à Inês!
Ptimeiro, sente-se muita comichão na cabeça...
Depois, entra-se em acção à pesca do piolho...
E aqui está ele!
E tudo isto aconteceu porque, num certo dia, um ovinho de piolho foi depositado no seu cabelo. Nessa altura esse ovito media apenas 0,8 mm.
Os dias foram passando e, entre o 6º e o 7º dia, a pequena lêndia eclodiu do ovo.
A partir daí:
- Entre o 8º e o 9º dia formou-se a primeira ninfa com 1,5 mm, entre o 11º e o 12º dia formou-se a segunda ninfa com 1,75 mm e entre o 16º e o 17º dia formou-se a terceira ninfa com 2,00 mm.
Agora sim, já no estado adulto, entre o 17º e o 18º dia, o piolho inicia o acasalamento.
Entre o 18º e o 19º dia, a fêmea deposita os seus primeiros ovos (normalmente um ou dois dias depois do acasalamento).
A partir daí deposita 4 a 8 ovos por dia, durante os 16 dias seguintes.
Ou seja, se não estivermos atentos, quando damos por isso temos uma autêntica manifestação piolhosa na nossa cabeça.
E é melhor nos prepararmos para a batalha contra este poderoso exército!
Temos que nos munir de muita persistência, dedicação, paciência e confiança numa vitória mas, com o nosso esforço e as armas poderosas que nos oferecem para a batalha, haverá de certeza um final feliz, para o nosso cabelo, claro!