Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



Mostrar mensagens com a etiqueta amizade. Mostrar todas as mensagens
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domingo, 1 de abril de 2012

Toy Storie - Brinquedos até ao infinito...e mais além!



Ontem foi dia de tripla sessão de Toy Storie!
Acabadinhos de chegar a casa (para fazer companhia ao primeiro), o 2 e o 3, como prenda pelas boas notas do 2º período da minha filha!
Gosto de colecções, e esta era obrigatória. São histórias de brinquedos que se poderiam muito bem transpor para a realidade, e para as pessoas.
Na verdade, com a chegada de novas pessoas às vidas de cada um, quem já faz parte dessa vida pode-se sentir ameaçado pelas novas presenças. Pode ter medo de perder o seu lugar.
Mas aqui, na história, mostrou-se que dois brinquedos fantásticos podem coabitar e coexistir, sem que nenhum seja colocado de parte. Mostra-se o verdadeiro valor da amizade, do espírito de entreajuda e equipa, de sentimentos e recordações que todos os brinquedos nos trazem, da sua importância ao longo da nossa vida. E consegue-se fazer um contraste entre as diferentes formas como os brinquedos são tratados.
Embora cada um dos filmes tenha a sua importância, para mim o mais marcante foi, sem dúvida, o terceiro! É o que mais mexe com as emoções, o que nos faz recordar a evolução do tempo, a nossa evolução, e como os brinquedos nos foram acompanhando. E quando já não somos mais crianças, que destino os espera? Eu ainda guardo bonecas, peluches e brinquedos de quando era pequena. Tive pena que o meu pai tivesse doado outros que eu adorava. E a minha filha, contagiada pelo espírito do filme, decidiu recordar os velhos tempos e ir buscar estas duas bonecas - a Inês e a Marta - para brincar!
A mensagem passou!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os sentimentos têm peso e medida?



"Quando se gosta de alguém não há desculpas. Quando se gosta de alguém, não há nada mais importante do que essa outra pessoa. Não há mensagem que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estávamos a passar num sítio sem rede, porque a amiga não nos deu o recado, porque não estavámos em casa. Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram e não respondemos só no final do dia, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos." 


Como saber se alguém gosta de nós? E como medi-lo?
Será que isso é possível?
Quando se gosta de alguém, não há desculpas, é verdade. Mas também é verdade que não precisamos delas, porque pode e há, por vezes, factos reais que podem, em determinados momentos, limitar ou impedir as nossas acções.
É mais que natural que haja mensagens por abrir, porque no momento em que foram enviadas não as vimos. Podíamos nem estar ao pé do telemóvel, podia estar sem som, podíamos estar ocupados com outras coisas. Podemos até ter ficado mesmo sem bateria (normalmente isso acontece sempre quando mais precisamos). E, além disso, a nossa vida não se resume a um telemóvel.
E quem diz ao telemóvel, diz ao telefone ou à campainha. Porque, simplesmente, não somos obrigados a estar em casa, ou a estar em alerta, sempre à espera que alguma coisa aconteça, que alguém precise de nós, que alguém nos chame. Se o fizéssemos, não estaríamos a levar uma vida normal.
Quando gostamos de alguém, essas pessoas são realmente muito importantes para nós, mas será que não deverá haver nada mais importante que elas?
Tenho uma filha, tenho os meus pais, o meu irmão, os meus sobrinhos, o meu namorado...amo-os a todos, e são as pessoas mais importantes da minha vida. Mas, ainda assim, não posso viver a minha vida, única e exclusivamente, em função deles.
Quando queremos, e podemos, estar juntos, não existem desculpas. Nem precisamos delas!
Durante a semana, só estou com a minha filha de manhã e à noite, ora a prepará-la para ir para a escola, ora a prepará-la para ir para a cama. Será isso uma desculpa? Não, é uma realidade! Mas posso estar com ela com maior qualidade ao fim de semana e, por isso, faço-o.
O meu namorado trabalha de noite, eu de dia. Durante a semana muito difícilmente nos podemos ver. Como moramos longe, fica dispendioso andar de um lado para o outro. Será isso uma desculpa? Não, é a realidade! Mas quando temos um fim de semana e condições financeiras, estamos juntos!
O meu pai precisava de falar comigo, ligou-me, mas eu só vi a chamada perdida mais tarde, quando peguei no telemóvel. Será mais uma desculpa? Claro que não, se tivesse dado por isso, atendia!
Uma amiga pergunta-me se me posso encontrar com ela num determinado dia, mas eu já tinha outra coisa combinada. Será que estou a utilizar esse facto como desculpa? Penso que não, é um facto! Resta-me decidir racionalmente se não haverá problema em desmarcar o que estava programado, em virtude da necessidade da minha amiga.
Ainda assim, penso que, acima de tudo, não podemos atender a todas as solicitações que nos chegam, anulando-nos a nós próprios.
É com enorme prazer, satisfação, amor, carinho e dedicação que, quando realmente gostamos das pessoas, tentamos sempre estar lá para eles quando mais precisam. Mas convém que estejamos cá, também, para nós!
Quanto à forma como demonstramos aquilo que sentimos, cada pessoa tem a sua maneira de o fazer. Muitas vezes não é aquela que gostaríamos, nem tão pouco aquela que nós usamos. Mas será que, quando se gosta, mesmo mostrando-o de diferentes formas, não o estamos a mostrar na mesma?
Perante uma determinada realidade, situação, facto, adversidade ou acontecimento, podem haver diversas reacções.
É como se nos apresentassem uma meta, à qual podemos chegar por diferentes caminhos - uns escolhem o mais longo, outros o mais curto, uns escolhem o mais direito, outros o que tem mais curvas, mas no fim, todos lá chegam!
O amor é assim! A amizade é assim! Qualquer sentimento é assim! Mas, quando é verdadeiro, conseguimos transmiti-lo, e as pessoas sentem-no!
Quem nos conhece bem, sabe a forma própria que temos de demonstrar aquilo que sentimos. Conhece bem o valor dos nossos sentimentos!
E não terá motivos para duvidar deles!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Viagem ao mundo da Barbie

 

“Chamo-me Barbara Millicent Roberts, mais conhecida por Barbie, e nasci a 9 de Março de 1959. Filha de Ruth e Elliot Handler, vim ao mundo já adolescente e tenho, até hoje, sobrevivido com sucesso ao passar dos anos, juntamente com o meu namorado Ken, e toda a minha família e amigos, que fiz ao longo de todo este tempo.
Acompanhando sempre a época, tanto no vestuário como no corte de cabelo, sempre vivi no mundo da moda, sendo a primeira a ser maquilhada e a receber acessórios.
A minha influência, nos dias de hoje, é visível e marcante, ao ponto de existirem comparações e apelidarem de Barbie alguém que, como eu, é loira ou se veste de rosa. Digamos que criei um padrão de beleza, valorizando a preocupação com a estética, e não é raro muitas meninas e adolescentes se quererem parecer comigo.
Mas gostava, acima de tudo, que me vissem como uma mulher inteligente, amiga, companheira, meiga e politicamente correcta!”

Na verdade, cada vez que oiço uma pessoa apelidar alguém de Barbie, o primeiro pensamento que me ocorre é o da “típica loira, burra, e fútil”, que só pensa em moda e pouco mais!
Mas, depois de ter visto todos os DVD´s de desenhos animados da Barbie, percebi que ela pode ter uma influência muito mais importante e valiosa sobre as adolescentes e mulheres.
Em cada filme, há uma mensagem – uma moral da história, um pensamento, um ensinamento, que nos mostra que existem valores e sentimentos preciosos que nunca devem deixar de existir dentro de nós.
A importância da verdadeira amizade, do verdadeiro amor, da liberdade, do nosso próprio valor, da confiança, da coragem…
Lembro-me de uma conversa que me marcou neste último filme, e que dizia respeito ao que era necessário para se ser um princesa – “não é uma coroa que faz de ti uma princesa”. A escola pode, através de aulas de etiqueta, de boas maneiras, de dança e outras, estimular a confiança. Mas confiança sem carácter de nada vale. Muitas alunas aqui têm confiança, mas falta-lhes carácter! (e aqui não pude deixar de pensar que provavelmente é o que acontece com os políticos!) Tu tens carácter, mas falta-te confiança, dizia ela à Barbie.
Por isso, por muito disparatado que possam achar uma mulher de 32 anos adorar filmes da Barbie, é a mais pura verdade, e não tenho vergonha de o dizer.
Pode até ter, e tem, muita fantasia. Mas tem também um fundo de realidade e aposto que se virmos bem, existe um pouco de nós em alguma das suas diversas personagens, existe um pouco da nossa vida em alguma das suas histórias!
Algo de bom que delas podemos retirar, e transportar para o nosso mundo!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Encontros de Ocasião

           

Caminhamos pela rua, absorvidos pelos mais variados pensamentos, ou simplesmente a desfrutar da paisagem quando, sem esperarmos, damos de caras com aquela "velha" amiga, ou aquele familiar que há séculos não víamos!
Por diversas vezes assisti a encontros ocasionais deste género e fiquei sempre com a mesma sensação em relação aos mesmos - que não passam disso mesmo, de encontros de ocasião!
Salvo algumas excepções, que as há, como em tudo na vida, em que os intervenientes se sentem satisfeitos com o reencontro e tentam, efectivamente, retomar a amizade e os laços perdidos, não permitindo que as circunstâncias de outrora os impeçam de manter, daí em diante, o contacto regular, o que acontece é, normalmente,  um pouco diferente.
Depois do primeiro impacto, e já refeitos da surpresa, fazemos uma grande "festa" como se, de um momento para o outro, aquela pessoa que há muito estava esquecida fosse, naquele momento, o nosso melhor amigo!
Falamos da nossa vida actual, das nossas aventuras, recordamos velhos tempos e, entre beijos e abraços, trocamos contactos, prometendo não mais deixar de dar notícias!
O que acontece é que, embora muitas vezes a intenção seja sincera e verdadeira, depois da despedida, cada um segue a sua vida, e o tempo encarrega-se de nos devolver ao baú do esquecimento, até que um próximo reencontro volte a avivar a memória.
E a história torna a repetir-se!