Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



Mostrar mensagens com a etiqueta vítimas. Mostrar todas as mensagens
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Are we still here?



Quando pensamos que já tudo nos aconteceu, a vida encarrega-se de nos lembrar que muito mais poderá ainda acontecer!
Semana da Páscoa - semana santa, como lhe chamam. Já passou. E, para nós, foi tudo menos isso.
Logo na quinta-feira, o primeiro ovo oferecido ao meu namorado, com sabor amargo - não lhe vão renovar o contrato de trabalho! A notícia caiu como uma bomba. Quando tudo se estava a encaminhar, quando elogiavam o seu trabalho, quando o queriam em vários serviços, mesmo sabendo o excelente profissional que é, e como esteve lá, sempre que dele precisaram, tudo se desmoronou. Não têm nada a apontar, é verdade, é simplesmente a crise a fazer mais vítimas. De repente, vê-se a vida toda andar para trás, projectos de vida e planos a serem adiados...
Muito bem - levou um "murro no estômago". Cambaleou um pouco, mas é preciso mais do que isso para o derrubar. Mesmo contra a maré, há que remar para chegar a um novo porto.
Na sexta-feira, foi a minha vez de receber amêndoas "envenenadas", sob a forma de mexilhão. Maldito! Soube-me tão bem, mas fez-me tão mal!
O resultado não se fez esperar - logo nessa tarde, parecia uma mulher grávida! Tudo me agoniava, tudo me enjoava, não conseguia sequer pensar em comer! O meu namorado dizia que o frango cheirava bem, eu só queria sair da cozinha para fora porque não aguentava o cheiro!
E assim experimentei uma intoxicação alimentar que durou até domingo de manhã!
Domingo de Páscoa - a minha filha foi passar o dia com o pai, os meus pais foram almoçar fora, e eu tinha que fazer a limpeza à casa. Sim, podia ter adiado. Mas no próximo fim-de-semana teria que a fazer...O meu namorado foi embora perto da hora de almoço e eu pus mãos à obra.
Mas nem o aspirador quis colaborar comigo - mal o liguei, pifou! Deitava fumo por todo o lado!
À tarde, de passagem para ir buscar um amigo, o meu namorado fez a surpresa de me ir visitar! E, aí, foi mais difícil a despedida...
É que com tudo isto que tem acontecido, nós, como casal de namorados, temos ficado em segundo ou terceiro plano. Sim, temos estado juntos e apoiamo-nos um ao outro. Mas, por vezes, penso que estou a dar o apoio errado. Parece mais uma espécie de apoio jurídico, apoio financeiro, apoio contabilístico, e não aquele apoio de namorada, de companheira...E, naquele momento, voltámos a estar em primeiro plano, ainda que por escassos minutos...e fez-me perceber que, por baixo dos escombros, ainda cá estamos!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu e os bichos!


Quem quiser assistir a uma cena de terror, suspense, acção e comédia, não precisa de ir ao cinema! Basta estar ao pé de mim, no momento em que eu descobrir um bichinho indesejado no meu território!
Eu até nem gosto de fazer mal aos pobres coitados, mas eles insistem em me visitar sem serem convidados, e habitar na minha casa sem pagar renda!
Tendo em conta os inúmeros crimes que já cometi, pode-se considerar que sou uma serial killer extramamente perigosa!
E não digo isto só em relação às vítimas, mas também para quem esteja por perto, que se assusta mais com a minha histeria do que com o resto!
Ora vejamos:
- uma vez, por causa de uma aranha que estava no meu quarto, mandei um grito tão grande que, quem lá estava em casa, pensava que me tinha acontecido alguma coisa!
- em outra ocasião (outra vez uma aranha como protagonista), quando uma aranha que se julgava já desaparecida voltou a surgir no espelho retrovisor do carro, do lado do pendura (ou seja, o meu), dei um tal salto e um grito que quase provocava um acidente!
- tive também uma cena hilariante com uma osga, que se enroscou no corredor, por baixo da cadeira auto da minha filha – depois do pânico inicial, resolvi-me a dar-lhe umas quantas “cadeiradas”, até que lhe separei o rabo do resto do corpo! Mas como sou amiguinha, depois de morta, ainda a coloquei à sombra de uma planta!
- aqui no trabalho, também já entrei em acção – a uma distância considerável de um grilo que estava numa das salas, e do qual não me consegui aproximar, tal como a advogada que cá estava comigo!
- houve também uma ocasião em que um bichinho parecido com uma carocha me visitou de noite – dei-lhe pantufadas até o matar. E de manhã, ainda me certifiquei que não tinha fugido!
- e ontem mutilei uma centopeia – estava alojada na parede do quarto e eu vi-me obrigada a fazer uso do mata moscas para a eliminar!
É caso para dizer: se a melhor arma da Rapunzel é a frigideira, a minha é o mata moscas”!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tráfico Humano - ao virar da esquina






Duas jovens adolescentes viajam, sozinhas, para Paris. À chegada, como muitas outras pessoas, tentam apanhar um táxi que as leve ao destino. Enquanto esperam, um rapaz simpático mete conversa com elas. Apresentam-se. Em ambiente descontraído, uma delas pede-lhe que tire uma foto às duas, entregando-lhe para isso o telemóvel.
Aparentemente, também ele tinha viajado até Paris e, tal como elas, aguardava a sua vez na fila para o táxi. Por isso mesmo, perguntou-lhes se não queriam dividir a despesa do mesmo, ficando assim mais barato para todos. E assim fizeram. Chegadas à moradia onde iriam ficar instaladas, despediram-se do rapaz, que entretanto já tinha conhecimento que ambas estariam sozinhas. Alguns instantes depois, as duas são levadas por 3 ou 4 homens que ali entraram. Na verdade, o tal rapaz, aparentemente simpático e inofensivo, pertencia a uma rede de tráfico de mulheres, actuando como intermediário, se assim se pode chamar.
O destino que as esperava? O pior que se possa imaginar – drogadas, as que não morriam de overdose, eram obrigadas a prostituir-se, em bordéis ou nas ruas, sempre controladas e vigiadas.
Outras, na opinião dos traficantes, mais valiosas, eram levadas para leilões, vendidas a quem oferecesse o valor mais alto. Representantes de magnatas compravam, sob a sua ordem, o que para eles nada mais significava que um mero objecto.
Um cenário deprimente, chocante e repugnante que, infelizmente, retrata uma realidade que nos pode apanhar a qualquer um, nas suas malhas. Ali mesmo, ao virar da esquina!
A razão para que isto aconteça? Dinheiro! Como eles diziam, não era nada “pessoal”, apenas ganhavam dinheiro!
O tráfico humano, é a terceira actividade criminosa mais rentável do mundo, logo depois das drogas ilícitas e do tráfico de armas. Não escolhe raça, idade ou classe social. E nem mesmo sexo! Embora a grande maioria das vítimas sejam mulheres e, entre essas, adolescentes, também estão incluídos no pacote homens e crianças, que são traficados para os mais diversos fins.
A prostituição, como já atrás referi, é a forma mais corrente do tráfico humano. Iludidas por falsas promessas de bons empregos, uma vida melhor, ou financiamento de estudos, são alvos fáceis de cair em mãos criminosas, que não pedem consentimento às vítimas para as traficarem, retirando-lhes direitos humanos básicos como a liberdade – de movimento, de escolha, de controlo sobre si próprio e sobre a sua vida. E enquanto os criminosos lucram, estas mulheres sofrem todo o tipo de violência física e psicológica.
Mas também pode acontecer a quem pura e simplesmente, como estas duas adolescentes, gosta de viajar.
O recrutamento é o primeiro passo, o primeiro elo da cadeia do tráfico humano, através do qual os traficantes encontram as vítimas, enganando-as ou forçando-as a entrar num mundo onde a escravatura, que julgávamos ter acabado há muito, é uma constante em pleno século XXI. São os recrutadores, aparentemente pessoas normais, que fazem o primeiro contacto com a vítima. Qualquer um pode ser recrutador, até mesmo aquela pessoa em quem, à partida, tínhamos total confiança. Bastante criativos, servem-se muitas vezes de anúncios em jornais ou na Internet, agências ou empresas falsas, e até mesmo através de conhecimentos privados.
O próximo passo é entregar as vítimas aos verdadeiros criminosos, que as forçam aos mais variados actos, sob ameaça constante, sob violência, sob chantagem. Afinal, elas passam a ser responsáveis pelo pagamento do dinheiro que o traficante pagou por elas.
Mas não é só para a prostituição ou pornografia que são traficados estes seres humanos.
No caso dos homens, por exemplo, é frequente estes serem levados para trabalhos forçados, como por exemplo na agricultura, na indústria ou na construção civil.
Já as crianças, são utilizadas muitas vezes para actividades criminosas como a mendicidade, tráfico ou venda de droga, passagem de dinheiro falso ou pornografia infantil, bem como para adopção ilegal.
Não podemos ignorar esta realidade, este fenómeno que pode estar tão perto de nós e nos afectar mais do que julgamos.
O que é certo é que não existem receitas infalíveis para não cair nesta teia, existem medidas de sensibilização, de prevenção, que embora úteis, não nos dão a garantia de que nunca iremos ser apanhados.
Também é certo que não podemos viver com medo, desconfiar de tudo e de todos, e deixar de fazer determinadas coisas porque há uma possibilidade remota de não correr bem.
Mas convém lembrar e ter presente que, por vezes, as possibilidades remotas podem ter avançado a grande velocidade na nossa direcção, e estar mais próximas do que pensamos, até mesmo ao virar daquela esquina!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não acontece só aos outros...

Cada vez que lia uma notícia sobre violência doméstica, o meu pensamento era sempre o mesmo: "Como é que uma pessoa se sujeita a isto?", "Porque é que não faz nada", ou ainda "Eu nunca iria permitir uma situação destas".
Como o nosso pensamento muda, quando estamos no meio da situação, como protagonista, e não apenas do lado de fora como mero espectador!
Desengane-se quem pensa que este é um problema típico de pessoas sem estudos e de classe baixa, que afecta apenas as mulheres. Cada vez mais, percebemos que é um crime que não escolhe sexo, classe social ou formação.
E pode acontecer mesmo aqueles que um dia disseram que nunca iriam admitir que tal lhes acontecesse.
Numa situação dessas, o que fazer? Apresentar queixa, afastar-se do agressor e pôr logo ali um ponto final ao nosso papel de vítima.
Mas, se é assim tão simples, porque é que muitas vezes não agimos para evitar que se repita? A explicação é simples - gostamos mais de quem nos agride do que de nós próprios!
Quando assim é, ficamos cegos, surdos e mudos! Inventamos mil e uma desculpas para nos convencer, a nós e aos outros, que foi uma coisa que aconteceu uma vez e não voltará a acontecer.
Perdoamos quem nos agride porque foi uma questão de descontrolo, porque não havia intenção de o fazer.
Pior, chegamos ao ponto de muitas vezes nos culpabilizarmos pela agressão de que fomos vítimas, como se o outro tivesse alguma razão para cometer tal acto!
Outras vezes, não agimos por medo - medo de mais violência, medo de ver concretizadas as ameaças, medo do que nos possa acontecer.
Afinal, sabemos bem como funciona a justiça, e o que acontece aos criminosos e agressores quando são acusados pelas vítimas. Quantas vezes são detidos e saem logo em seguida? Quantas vezes se tentam vingar por terem sido denunciados? Quantas vezes o pior não acontece, sem que ninguém faça nada, apesar das várias acusações já apresentadas nos serviços competentes?
A verdade é que as vítimas não conseguem confiar em ninguém, não acreditam que as consigam proteger do que mais receiam.
E algumas vezes também, por medo de serem julgadas. Por medo do que possam vir a dizer sobre elas, por vergonha...
Quando assim é, sujeitam-se e acomodam-se sem reclamar. É o pior que podemos fazer - quem faz uma vez faz duas, e quem faz duas faz três. Os agressores acham que têm esse direito, porque afinal nós permitimos que eles pensassem assim, e não param.
Em qualquer caso de violência doméstica, não falamos apenas de agressões físicas. Há agressões psicológicas que, muitas vezes, nos marcam mais que meia dúzia de nódoas negras.
Não condeno as vítimas que não conseguem sair desse pesadelo. Por outro lado, admiro todas aquelas que têm a coragem de agir e reagir.
Acima de tudo, são um exemplo de quem soube e conseguiu dar a volta e lutar por si próprio, pela sua dignidade, pela sua saúde física e mental, pela sua vida. São um exemplo de quem venceu em vez de se deixar vencer! E nada é mais compensador do que essa sensação!

It does NOT only happen to the others ...

Each time I read a story about domestic violence, my thought was always the same: "How does a person subject to this?", "Why does that person do nothing", or "I would never allow such a situation ".
But  our thinking changes when we are in the middle of the situation, as the protagonist, and not just on the outside as a spectator!
Disabuse those who think that this is a typical problem of uneducated and lower class people, which affects only women. Increasingly, we realize that is a crime that does not choose gender, social class or training.
And it can happen even to those who once said they would never admit it to happen.
In such a situation, what to do? Complaint, to depart from the perpetrator right there and put an end to our role as victim.
But if it is so simple, why do not often act to avoid a repeat? The explanation is simple – we love those who hurt us more than we love ourselves!
When this is so, we are blind, deaf and dumb! We invent a thousand excuses to convince ourselves and the others, that was something that happened once and will never happen again.
We forgive those who hurt us because it was a matter of lack of control, because there was no intention to do so.
Worse, we got to the point that we often blame ourselves for the attack that we were victims, as if the other had some reason to commit such an act!
Sometimes you do not act for fear - fear of further violence, fear of seeing realized the threats, fear of what might happen.
After all, we know very well how the justice works, and what happens to criminals and offenders when they are accused by victims. How often are arrested and then immediately leave? How many times they try to take revenge for having been exposed? How often the worst does not happen without anyone doing anything, despite several accusations already made by the competent services?
The truth is that the victims cannot trust anyone, they don’t believe that someone is able to protect them from fear.
And also sometimes, for fear of being judged. For fear of what might be said about them, for shame ...
When this is so, they subject to and accommodate themselves without complaint. It's the worst thing we can do - who did once will do it again, and again and again. Abusers believe they have this right because, after all, we let them think so, and it doesn’t stop.
In any case of domestic violence are not only speaking of physical aggression.
There are psychological abuse that often mark in more than half a dozen bruises.
I do not condemn the victims who can not get out of this nightmare. On the other hand, I admire all those who have the courage to act and react.
Above all, they are an example of those who knew and managed to turn around and fight for themselves, for their dignity, for their physical and mental health, their life. They are an example of who won rather than succumb! And nothing is more rewarding than that feeling! 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Discriminação

Num mundo em que parece só haver lugar para pessoas “perfeitas”, torna-se complicado não pertencer a esse grupo, e sair fora de um padrão que, sabe-se lá como, ou quem o criou…Em pleno século XXI, é revoltante perceber que ainda há muitos preconceitos, que ainda há tanta discriminação…é difícil imaginar e ser confrontada com a realidade, com o que essas pessoas sofrem…Principalmente quando estamos perante crianças. E há quem consiga ser muito cruel…
Desde um simples desconhecido com quem nos cruzamos na rua, aos colegas de escola, e por vezes até a própria família, são vários os casos de discriminação social com que nos deparamos ao longo da nossa vida.
Talvez até cada um de nós já a tenha sofrido a pele, em algum momento da nossa vida.
Nos meus tempos de miúda, lembro-me que aquelas crianças que tinham a sorte dos pais terem mais condições económicas, gozavam com os que infelizmente não os tinham. Quem não usasse roupa de determinada marca, era inferior. Os alunos que se aplicavam e estudavam para ter boas notas, eram discriminados pelos colegas.
Quem tivesse borbulhas, ou algum problema de saúde ou alguma deficiência, ficava de fora do grupo dos “perfeitos”.
Quando chegou o momento da minha filha ir para a escola, a primeira coisa que pensei foi “espero que os colegas dela não a discriminem pelo facto de usar óculos”. Não que para ela seja um problema; aliás qualquer diferença só o passa a ser, quando alguém nos faz sentir que somos diferentes, porque antes disso somos pessoas como outras quaisquer.
Para mim, e principalmente, para a minha filha, ela só se sente diferente quando alguém a faz lembrar que tem um problema de visão, quando alguém comenta isto ou aquilo. Mas felizmente, teve sorte, e na escola não há esse problema.
Já o mesmo não se pode dizer, por exemplo, daquela menina anã, que tem dificuldades em fazer amizades porque os colegas de escola não se aproximam dela.
Ela não se sente apoiada pelos colegas, pelo contrário, sente que o facto de ser mais pequena os afasta. Mas não se pense que ela se deixa desmotivar por isso, porque continua a lutar e a ser uma aluna, quem sabe até, melhor que muitos colegas seus.
Infelizmente, por tudo e por nada se discrimina – ora porque se é gordo, ora porque se é magro, porque é alto ou porque é baixo, porque tem isto ou aquilo, porque não tem isto ou aquilo, porque se é rico ou porque se é pobre, porque se gosta disto, porque não se gosta daquilo…
E mais grave se torna quando os autores dessa discriminação não são apenas adultos, mas começam também a ser crianças que, sabe-se lá porquê, acham-se cada vez mais donas da verdade.
Mas quem somos nós para pensar em tal coisa, para pensar que somos perfeitos, e que o facto de os outros não serem iguais a nós, os torna inferiores, os torna menos importantes, os transforma em pobres coitados?
Quem somos nós para os impedir de terem as mesmas oportunidades, de se sentirem iguais apesar das diferenças? Quando deveríamos ser os primeiros a fazer precisamente o contrário.
Já basta o sofrimento que essas pessoas passam, que essas crianças experimentam logo em pequenas. Nós podemos ajudá-las, não discriminando, não as fazendo sentir menos capazes. Isso não significa fazer exactamente o oposto, andar sempre de volta delas, tratando-as como vítimas, como doentes, como alienígenas…
Significa apenas ter o mesmo tipo de comportamento e atitude com todos os que nos rodeiam.