Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Preciso de um destes para a minha rua!



É impressionante - mal saio de casa, a primeira coisa que vejo é a rua enfeitada!
Continuo a andar, tentando evitar, com grande dificuldade, estes desagradáveis presentes que os amigos cães nos deixaram. Sim, porque quando não estão à esquerda, estão à direita, e se não estão nem numa nem noutra, estão ao centro!
Os carros, que passam por cima, e a chuva, que sempre lava um pouco, não são suficientes.
Até porque, quando os mais antigos já estão espalmados e secos, constituindo uma ameaça diminuta, logo aparecem novos e fresquinhos, para nos fazer perder a cabeça!
O pior é que, infelizmente, não é só na minha rua que isto acontece. Este fenómeno alastrou-se em grande escala por todos os lados por onde passo. Ou seja, quase se pode dizer que a vila inteira está infestada por esta praga!
E ainda dizem que os cães são animais inteligentes...
É certo que os animaizinhos têm que fazer as suas necessidades em qualquer lado, e que ainda não inventaram casas de banho para cães.
Mas nesse aspecto, decididamente, os gatos ganham com larga vantagem.
Enquanto um cão faz o "serviço" onde calha, muitas vezes até em casa, um gato procura sempre o seu cantinho (que de preferência deve estar limpo, porque se não estiver ele já se sente incomodado), e tenta tapar tudo depois de fazer.
Mesmo na rua, nunca vi porcaria de gato nenhum.
Os sacos, que foram especialmente colocados para que os donos dos animais recolhessem os dejectos, de nada servem, porque muitas vezes a falta de civismo começa exactamente nessas pessoas, que pouco se ralam se isso incomoda os outros.
Além disso, quem se atreverá a pegar num saco, e limpar o que foi deixado pelos inúmeros cães vadios?
Se o cão tiver um dono, podemos sempre responsabilizá-lo. Mas, e aqueles que não têm?
Outra coisa que me deixa, inevitavelmente, irritada é o facto de agora se ter tornado moda as forças de segurança, neste caso a GNR, andarem a passear e a fazer as rondas montados em cavalos. Cavalos esses que também não se envergonham na hora de deixar a sua marca mesmo no meio da estrada porque, afinal, também eles não têm casa de banho privativa!
E como isto mais parece o país da bicharada, e da "cocózada", ainda encontro, uma vez ou outra, centenas de bolinhas com que as queridas ovelhas nos brindaram, à sua passagem!
Sim, eu sei, é uma conversa porca e mal cheirosa!
Mas acreditem que, para quem assiste a esta crescente falta de limpeza e higiene das ruas da minha terra, há muito tempo que começou a cheirar mal de mais!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mãe - eu quero um telemóvel!




Aposto que foi um dos presentes solicitados no passado Natal!
As crianças de hoje crescem em convívio directo com as mais variadas tecnologias, entre as quais o telemóvel.
Para os adultos, é uma ferramenta cada vez mais fundamental.
O telefone portátil, cuja intenção inicial era ser usado para comunicar, funciona como uma espécie de “cordão umbilical”, que os liga aos familiares, aos amigos, ao trabalho, e ao mundo.
Através das várias funcionalidades, que lhe foram adicionando ao longo dos anos, acaba por adquirir também um estatuto de acessório estético, com o mundo dentro – telefone, internet, máquina de filmar, máquina fotográfica, rádio, tv, agenda, e-mail, jogos, GPS, calculadora.
Serve de companhia, dá a sensação de segurança, organização e coordenação do dia-a-dia.
Não é, pois, de admirar, que também as crianças se sintam fascinadas por estes “brinquedos”, que muitas vezes conhecem melhor que os próprios pais!
E se é tão fácil os adultos criarem uma “dependência psicológica”, para as crianças não é diferente!
A minha filha recebeu de presente do pai, neste Natal, o tão desejado telemóvel, que há muito pedia.
As “dores de cabeça” não tardaram a surgir: desde quase não dormir, na primeira noite em que o teve na mão, para mandar mensagens à mãe, a passar o tempo a jogar ou a tirar fotos em vez de se despachar e fazer as tarefas prioritárias, já foram vários os motivos que me levaram a chamá-la à atenção.
Embora muitos pais se sirvam dele como forma de distrair ou entreter os filhos, convém que a relação destes com o telemóvel não se torne obsessiva. Cabe aos pais estarem atentos e moderarem o seu uso no dia-a-dia, impondo algumas regras, se necessário for.
O telemóvel não tem que ser um inimigo, basta que o saibamos utilizar e ensinar a utilizar!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

M...


M       

...de Mudança
...de Mafra
...de Mulher
...de Mãe

m...de Revista!

A nova revista, com periodicidade mensal, do concelho de Mafra, tem por objectivo destacar o que por cá acontece, o que de melhor aqui se faz, e o que este concelho tem para oferecer nas mais variadas áreas como o turismo, a cultura ou a restauração.

É, também, uma revista mais dirigida para o público feminino, com uma imagem atraente e moderna.

Uma aposta de qualidade, e bilingue (português e inglês), para que possa chegar aos milhões de turistas que ao longo do ano visitam o concelho, que surge pelas mãos de Luís Arriaga (anteriormente ligado à publicação Folha do Café, afastado da televisão e do mundo das cantigas por vontade própria), na qualidade de director da publicação, e de Susana Pimenta, directora adjunta e editora! 

Numa altura em que a palavra de ordem é a crise, este projecto jornalístico avança, sem medos, afrontando-a, pois a revista M, é de distribuição gratuita, e está disponível em estabelecimentos comerciais, balcões de instituições financeiras e postos de turismo.

E eu atrevo-me a dizer que poderá ser também M de "Marta", uma vez que alguns dos textos que aqui se encontram, serão futuramente publicados na "Revista m", tornando-me numa espécie de colaboradora!

Parabéns aos mentores e a todos aqueles que, gentilmente, dão o seu contributo para que esta revista continue a prestigiar este concelho, e a brindar-nos todos os meses com a sua crescente qualidade!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A TDT em Portugal



Já muito foi escrito e dito sobre a TDT - Televisão Digital Terrestre – que também poderia ser “televisão de todos” mas que, na verdade, é só para alguns.
Porquê?
Porque, no ano do “apagão” definitivo do sinal analógico, continua a haver muita falta de informação. Locais onde não existe qualquer sinal e, como tal, não é possível as pessoas continuarem a ver televisão como até agora. E porque é uma mudança, para muitos, dispendiosa, que a todos nós foi imposta sem direito a consulta ou opinião.
Até aqui, com o sinal analógico, tínhamos 4 canais gratuitos. Agora, temos que pagar para podermos ter acesso a esses mesmos canais.
Quem é que sai beneficiado? Diria que a maior fatia do bolo vai, sem dúvida, para as operadoras e empresas.
Seja pela venda de aparelhos descodificadores, e outros possíveis acessórios no caso de televisões mais antigas, ou pelo recurso à televisão por cabo, também ela paga.
Claro que, para disfarçar e nos fazerem acreditar que são generosos com a população, aumentaram a comparticipação na aquisição das caixas descodificadoras que, para os utilizadores mais carenciados, é de 50%.
Quais são as nossas vantagens? Melhor som e imagem – para quem não se situar nas zonas críticas, porque aí ficam, simplesmente, “às escuras”, guia de programação e informação sobre os programas em emissão, possibilidade de gravar e reproduzir filmes, fotografias, vídeos – são algumas das frases de campanha que se podem ver.
Será que isso justifica o pagamento do serviço? Talvez não seja suficiente. Talvez com a oferta de mais canais, a receptividade fosse maior, e a indignação diminuísse.
Assim, fica a sensação que uns têm ideias aparentemente “brilhantes”, outros decidem pô-las em prática como mais lhes convém, e a população é que paga!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Era do Dinheiro



Quando eu nasci, não sabia o que me esperava cá fora!
Estava habituada a “habitar” numa pequena bolsa de água quentinha, que me mantinha viva, que me protegia, que me alimentava, onde dormia, e que me dava tudo o que eu precisava.
Mas os meus pais sabiam que seria necessário mais do isso.
Eles precisavam de dinheiro para me comprar alimento; precisavam de dinheiro para me comprar roupa; precisavam de dinheiro para me comprar fraldas, produtos de higiene, e medicamentos.
Eu fui crescendo, e eles precisaram de dinheiro para me pagar os estudos, os passeios da escola, as fotografias da turma.
Agora que sou adulta, o que é que eu preciso?
Se quiser comprar ou alugar uma casa para morar? Preciso de dinheiro!
Se quiser viajar? Preciso de dinheiro!
Se precisar de me deslocar, em transporte próprio ou público? Preciso de dinheiro!
Se estiver doente? Preciso de dinheiro!
Se me quiser alimentar? Preciso de dinheiro!
Se me quiser vestir e calçar? Preciso de dinheiro!
Se quiser comprar alguma coisa, seja para mim ou para oferecer? Preciso de dinheiro!
Se quiser levar um determinado projecto adiante? Preciso de dinheiro!
Se quiser casar ou divorciar? Preciso de dinheiro!
Se quiser ter filhos? Preciso de dinheiro!...
Pensando bem, o que é que eu posso, então, ter ou fazer, que não necessite de dinheiro?
A educação, os valores, os sentimentos…
Mas de que me adianta tudo isso, se não tiver dinheiro?
Posso até ter saúde, sem ter dinheiro. Mas ela depressa desaparecerá, a partir do momento em que, por falta desse mesmo dinheiro, não me puder alimentar, matar a sede, ir ao médico ou comprar medicamentos quando estiver doente.
E se não me posso, eventualmente, curar, por falta de dinheiro, tudo o resto morre comigo!
Talvez a Adão e Eva, tudo tenha sido oferecido, sem que necessitassem de um saco de moedas ou um maço de notas para troca.
Talvez em séculos passados, houvessem outras formas de nos mantermos e sobrevivermos.
Mas eu, feliz ou infelizmente, nasci na era do dinheiro.
E, por isso mesmo, por mais que me digam que o dinheiro não é tudo, que o dinheiro não traz felicidade, que o dinheiro não nos dá saúde, e todas essas frases que já conhecemos tão bem, a verdade é tudo à minha volta me mostra e prova exactamente o contrário!
Não é tudo, mas quase tudo depende dele! Quase tudo gira à volta dele! E, digam o que disserem, o dinheiro é uma preciosa ajuda sempre bem-vinda!

Sensação de Liberdade




Há momentos, na nossa vida, em que temos necessidade de fazer alguma coisa, que nos faça relembrar e reviver a sensação de liberdade!
Principalmente quando vivemos, dias e dias, presos à nossa rotina diária, que mal nos deixa tempo para respirar.
Durante toda a semana saio de casa cedo e chego tarde. O tempo que passo em casa, ou é para dormir, ou para as tarefas domésticas.
Chega então o fim-de-semana. A minha filha vai passar o dia com o pai, e o meu namorado vem ter comigo. No dia seguinte, ou estou com os dois, ou estou com a minha filha.
Em seguida, tenho pela frente mais uma semana de trabalho! E um novo fim-de-semana chega!
Um dia para estar com a minha filha e, finalmente, o dia em que estou sozinha!
É um bom motivo para dar pulos de alegria – tenho finalmente um dia só para mim, para fazer o que me apetecer!
Mas a verdade é que não é bem assim. Esse é o dia em que aproveito para fazer uma limpeza mais elaborada à casa, que o dia-a-dia não permite.
É claro que conseguir guardar algumas horas de quinze em quinze dias para me dedicar ao que mais gosto, não é tarefa fácil.
Por isso mesmo, é perfeitamente normal que ao fim do dia me sinta sufocada por estar fechada em casa, e com uma urgente necessidade de sair à rua, de apanhar ar, de sentir a liberdade invadir-me, nem que seja por breves instantes.
E, hoje, a liberdade manifestou-se em tons de cinzento e verde! O cinzento, do céu carregado, ameaçando a chegada de um temporal a qualquer momento. E o verde, das árvores que me rodeiam, enquanto caminho!
É um belo cenário, desafiador…a natureza no seu melhor…ou pior, dependendo da perspectiva de cada um. Mas eu gosto deste tempo, e naquele momento pouco me importava se ia começar a chover, a trovejar ou qualquer outra coisa.
Sentia-me livre! E isso era o mais importante!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Montanha Russa



Como num parque de diversões, o meu companheiro desafia-me a dar uma volta na montanha russa!
Olho para ela - subidas a pique, descidas vertiginosas, loopings de arrepiar...e é tão grande...tão alta...
Digo-lhe que não vou conseguir, claro, e que o melhor é ficarmos cá em baixo e deixar os outros andarem!
Ele afirma, convicto, que não tenho que ter medo, que vai ser divertido e que está ao meu lado. E eu penso "pois, pois, isso dizes tu. Eu não consigo ver o lado divertido e descontraído da coisa"!
Mas de tanto me "massacrar" para experimentá-la, lá me resolvo então a acabar com o tormento de uma vez por todas - afinal, são só alguns minutos, e depois de ele ver o estado em que de lá saio, nunca mais me volta a falar de montanhas russas!
Estou, então, prestes a comprar o bilhete, e a sentar-me no lugar que me será destinado, com aquele nervoso miudinho de quem ainda nem começou e já se arrependeu de ter aceitado, de quem sabe que não pode voltar atrás nem se levantar sem que a viagem tenha terminado, de quem conta os segundos que mais parecem uma eternidade, para que a montanha comece a andar e acabe depressa, mas sempre na esperança que algum imprevisto a impeça de funcionar!
Afinal, surgiram mesmo imprevistos, e parece que a montanha vai permanecer parada até nova ordem.
Experiência adiada, ainda que sem direito a desistência...