Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dia de Reis




"Jesus nasceu!
Uma estrela, mais brilhante que todas as outras, anunciou a boa nova, e conduziu os três reis magos, Gaspar, Baltazar e Belchior, até junto dele.
Como presentes levavam ouro, incenso e mirra..."

Esta é a história que todos os anos, neste dia 6 de Janeiro, se conta um pouco por todo o mundo.
Em Espanha, é tradição trocarem-se presentes nesta data.
Por cá, celebramos com recriações da história nas escolas, cantam-se as Janeiras, e damos por encerrada a época natalícia.
Penso que é, dos três, aquele a que damos menos importância, em comparação com o dia de Natal ou o de Ano Novo, talvez porque já regressámos ao trabalho, não é feriado, as crianças estão na escola, e acaba por ser um dia como outro qualquer.
Amanhã, voltamos a desmontar a árvore de natal, a retirar os enfeites e a guardar o presépio. No fim do ano há mais.
Mas hoje, desejo um Feliz Dia de Reis a todos, e que recebam aqueles presentes que vos fazem felizes todos os dias do ano!
Ah, e já agora, a título de curiosidade, já repararam naquela estrela que todos os dias vemos no céu? Essa mesma, maior e mais brilhante que todas as outras? Será a mesma que no passado guiou os reis magos?...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O prometido é devido

Primeiro vem a surpresa e o interesse. Em seguida, a expectativa! E, por fim, a opinião final!
Acabei de ler o livro do Jeff Abbott - Pânico - que há uns tempos atrás comprei.
Posso dizer que não me decepcionou. Prendeu-me do princípio ao fim. A cada dia, a cada capítulo, a cada página, uma nova acção, um novo acontecimento.
Estamos a ler o livro, e sempre à espera do que virá a seguir.
Quando, a certa altura, as personagens têm um momento em que podem respirar fundo e acalmar, também nós sentimos essa pausa, com alívio. Mas logo surge algo novo que nos prende, de novo, a respiração.
Imaginem que têm uma vida perfeitamente normal, um trabalho que gostam, uma família que vos adora, alguém que amam, e não há motivos para pensar que deixe de assim continuar.
Mas, de um momento para o outro, uma mãe com uma conversa estranha que é encontrada pelo próprio filho, assassinada em casa. Uma namorada que desaparece sem deixar rasto...
O filho, quase é assassinado também, mas um estranho vindo do nada resolve, aparentemente, salvar-lhe a vida.
A partir daí, ele não sabe mais o que pensar, não sabe mais em quem confiar e no que acreditar.
O seu objectivo: tentar encontrar o pai desaparecido, tentar descobrir a verdade, apanhar os culpados pela morte da mãe e fazê-los pagar por isso.
O autor conferiu ao personagem inteligência suficiente para, no meio de uma completa confusão em que se transformou a sua vida, ter a perspicácia de tomar muitas decisões que se mostraram adequadas, coragem suficiente para, apesar de tudo, não se deixar intimidar e fazer as suas próprias regras. A capacidade de, no meio do pânico e do desespero, manter, inesperadamente, o lado racional, tomando em certos momentos o controlo do jogo.
E, se de repente, todo o nosso mundo for uma mentira, se a nossa vida for uma farsa, se nada daquilo que conhecemos e sempre tivemos como certo, deixar de existir?
É caso para dizer que o personagem viu, de um dia para o outro, a sua vida virar do avesso, e percebeu que nada era o que parecia!
Um enredo que envolve a CIA, o KGB, espiões por conta própria, agentes secretos, mistério, segredos de estado, traição e outros tantos ingredientes que fazem deste livro o sucesso que é.
Uma história emocionante de descobertas, de perdas, em que a única coisa que se mantém intacta é o carácter das duas personagens - Evan e Carrie, e o amor que sentem um pelo outro!
Vale a pena ler!

P.S.: na minha opinião, tanto o Evan como a Carrie deveriam ser um pouco mais velhos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Utopia dos Finais Felizes




Sempre adorei finais felizes, penso que como a maioria das pessoas. Tanto em livros, como em filmes, era bom saber que tudo acabava bem.
De há uns anos para cá, porém, confesso que prefiro finais surpreendentes, realistas ou não, mas que fujam ao que o espectador/ leitor esperaria ver ou ler.
Talvez porque compreendi que não existem finais felizes, ou melhor, só existem no momento em que paramos a história nessa fase.
As nossas vidas não param quando estamos bem, são feitas de ciclos, de altos e baixos, de momentos felizes e menos felizes.
Já imaginaram como seria a história depois da história? Depois do final feliz?
Claro que seria impensável um livro ou um filme ter tamanha duração, e já que a realidade é, por vezes, tão dura, porque não parar no momento certo e terminar com um “e viveram felizes para sempre”?!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Alegría

"Alegría é uma atitude, um estado de espírito."




"São muitos os temas do espectáculo cujo nome, em espanhol, significa júbilo! 
A história de Alegría passa pelo choque de gerações, pela luta entre o velho - bem instalado, conhecido e vaidoso, e o novo - a curiosidade, a coragem e a necessidade de aprovação.
O novo, o antigo - este é o pano de fundo dos personagens de Alegría.
Poder e herança de poder com o passar do tempo, a evolução das antigas monarquias para as modernas democracias.
Bobos da corte, menestréis, pedintes, velhos aristocratas e crianças compõem todo o universo do espectáculo, além de palhaços que, sozinhos, são capazes de resistir ao tempo e às mudanças sociais.
O espectáculo, protagonizado por 55 artistas e músicos, oriundos de 17 países diferentes (entre os quais o português Diogo Faria, que faz parte da equipa há dois anos e que faz de Big Bird, além de apoiar e participar em outros números), caracteriza-se por uma actuação surpreendente, cor, perfeição de movimentos e energia que passa através da música ao vivo (de todas as bandas sonoras do Cirque du Soleil, é a mais vendida de todos os tempos), e dos fatos sumptuosos de todos os intervenientes, retirados de um guarda roupa extravagante!
Por tudo isto, Alegría transmite uma sensação de bem estar e optimismo.  
Uma ode barroca à energia, à graça e ao poder da juventude, numa produção clássica que já deslumbrou mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, e a que podemos assistir até ao dia 8 de Janeiro, em Portugal, no Pavilhão Atlântico."

A primeira vez que ouvi a música Alegría foi num número de um circo que costumava passar todos os anos aqui em Mafra, o "Circolândia"!
Foi amor à primeira vista! Quando soube que a mesma fazia parte do espectáculo do Cirque du Soleil, pesquisei imediatamente para ver o vídeo e ouvi-la de novo. Desde então, desejei muitas vezes que um dia esse espectáculo passasse pelo nosso país, para poder vê-lo na íntegra!
E, agora, aqui está ele!  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Viagem ao mundo da Barbie

 

“Chamo-me Barbara Millicent Roberts, mais conhecida por Barbie, e nasci a 9 de Março de 1959. Filha de Ruth e Elliot Handler, vim ao mundo já adolescente e tenho, até hoje, sobrevivido com sucesso ao passar dos anos, juntamente com o meu namorado Ken, e toda a minha família e amigos, que fiz ao longo de todo este tempo.
Acompanhando sempre a época, tanto no vestuário como no corte de cabelo, sempre vivi no mundo da moda, sendo a primeira a ser maquilhada e a receber acessórios.
A minha influência, nos dias de hoje, é visível e marcante, ao ponto de existirem comparações e apelidarem de Barbie alguém que, como eu, é loira ou se veste de rosa. Digamos que criei um padrão de beleza, valorizando a preocupação com a estética, e não é raro muitas meninas e adolescentes se quererem parecer comigo.
Mas gostava, acima de tudo, que me vissem como uma mulher inteligente, amiga, companheira, meiga e politicamente correcta!”

Na verdade, cada vez que oiço uma pessoa apelidar alguém de Barbie, o primeiro pensamento que me ocorre é o da “típica loira, burra, e fútil”, que só pensa em moda e pouco mais!
Mas, depois de ter visto todos os DVD´s de desenhos animados da Barbie, percebi que ela pode ter uma influência muito mais importante e valiosa sobre as adolescentes e mulheres.
Em cada filme, há uma mensagem – uma moral da história, um pensamento, um ensinamento, que nos mostra que existem valores e sentimentos preciosos que nunca devem deixar de existir dentro de nós.
A importância da verdadeira amizade, do verdadeiro amor, da liberdade, do nosso próprio valor, da confiança, da coragem…
Lembro-me de uma conversa que me marcou neste último filme, e que dizia respeito ao que era necessário para se ser um princesa – “não é uma coroa que faz de ti uma princesa”. A escola pode, através de aulas de etiqueta, de boas maneiras, de dança e outras, estimular a confiança. Mas confiança sem carácter de nada vale. Muitas alunas aqui têm confiança, mas falta-lhes carácter! (e aqui não pude deixar de pensar que provavelmente é o que acontece com os políticos!) Tu tens carácter, mas falta-te confiança, dizia ela à Barbie.
Por isso, por muito disparatado que possam achar uma mulher de 32 anos adorar filmes da Barbie, é a mais pura verdade, e não tenho vergonha de o dizer.
Pode até ter, e tem, muita fantasia. Mas tem também um fundo de realidade e aposto que se virmos bem, existe um pouco de nós em alguma das suas diversas personagens, existe um pouco da nossa vida em alguma das suas histórias!
Algo de bom que delas podemos retirar, e transportar para o nosso mundo!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Que dias...



Estava tão contente: era o meu último dia de trabalho da semana, ia ter quatro dias de férias, ia estar com a minha filha e com o meu namorado!
Na verdade, tinha combinado com o meu namorado que ele vinha cá dormir e almoçava connosco na sexta-feira, mas depois lembrei-me que ainda havia uma pizza que tinha ficado de reserva, e então disse-lhe para vir jantar!
Mas o dia já tinha ameaçado temporal, logo de manhã, no trabalho. Chego a casa dos meus pais, para ir buscar a minha filha que fica lá nas férias enquanto eu estou a trabalhar, e começo logo a ouvir queixas e reclamações. Nada que eu já não esteja habituada, porque conheço bem a minha filha! E ela, desde o dia de Natal que não tem facilitado.
Seguimos então para a minha casa - a minha filha vai para a sala ver desenhos animados com o meu namorado e eu, divido-me entre as arrumações do costume e a correcção dos trabalhos de casa que ela tinha feito à tarde, enquanto a pizza está no forno.
Na sala, já se nota o cheiro, mas falta tão pouco para acabar de corrigir...Não sei se alguém mais o sentiu, mas ninguém se levantou, tal como eu.
E, quando chego à cozinha, já a cheirar-me a esturro, deparo-me com uma pizza em carvão! Que lindo serviço!
Convido o meu namorado para jantar e estrago-lhe o jantar. E ainda fiquei chateada porque ele se recusou a comer a pizza!
Na verdade, acho que estava mesmo chateada era comigo própria, porque quando penso em alguma coisa, corre sempre mal.
Talvez se fosse eu até aproveitasse algum pedacinho da pizza, mas não seria isso que serviria de jantar.
Como já estava aborrecida e sem paciência, mal a minha filha começou a queixar-se que a carne tinha uma gordurita, peguei no prato e deitei tudo fora!
Podia ser que assim estivesse melhor. Às vezes a fartura faz mal.
Claro que quando cheguei à cama, já mais calma, me arrependi de ter agido impulsivamente e de me ter chateado por causa do jantar.
Há dias em que uma pessoa pensa que não vale nada, que não está cá a fazer nada, e nem consegue ser feliz nem fazer os outros felizes.
Fui mãe e nem consigo fazer com que a minha filha se porte bem, trate bem os avós e não faça birras, se calhar nunca devia ter sido, se não sei ser mãe.
E com o meu feitio, o mais certo será eu ainda acabar sozinha.
Sim, fiz um grande drama, mas naquele dia acabei por me sentir mesmo um lixo, depois de ter levado com tudo em cima.
No dia seguinte, acordei com uma enorme dor de cabeça, quase como se estivesse de ressaca, e sem vontade nenhuma de sorrir. O tempo tinha passado e não aproveitei nada como era suposto.
Tinha marcado com a cabeleireira ir là à tarde, mas à última hora não atendeu porque estava doente. E já o meu namorado não aproveitou essas horitas para dormir, antes de ir trabalhar.
E só de pensar que a minha chave de casa desapareceu por causa disso mesmo. Para ele poder entrar em casa, disse-lhe para ficar com a chave que costumo ter sempre na porta. Mas quando foi ver, não havia chave, nem na porta, nem com ele, nem em lado nenhum. Lá teve que fazer uma cópia nova e gastar dinheiro.
A minha filha estava farta de andar de um lado para o outro e eu também.
Pelo menos, consegui fazer um jantar decente nessa noite, para me desculpar pelo da noite anterior.
E para completar, depois de passar o último dia do ano entre compras e cabeleireira, uma passagem de ano na cama a ver televisão e um primeiro dia do ano a fazer limpeza à casa, que mais posso eu desejar?!
Que dias...

Feliz Ano Novo!

Boas entradas neste ano 2012! Um brinde...e Feliz Ano Novo!