Que bem que nos sabe de vez em quando despirmos o papel de mãe e pai e vestirmos o papel de mulher e homem!
Aquele tempinho que os nossos filhos estão em casa dos avós, a brincar com coleguinhas, ou vão passar um fim de semana fora, é um pequeno grande presente para nós – finalmente vamos poder descansar, cuidar de nós, namorar…
Então quando os nossos filhos se lembram de nos pôr os cabelos em pé e os nervos em franja, até temos vontade de os mandar mais depressa numa dessas viagens turísticas espaciais para Marte, por tempo indeterminado!
Claro está que, ao fim de pouco tempo, já estamos cheios de saudades deles e a querê-los de volta debaixo da nossa asa.
A minha relação com a minha filha, por exemplo, teve os seus maus momentos, e confesso que nessa ocasião, estive muito perto de lhe fazer a vontade e despachá-la de malas aviadas para casa do pai!
Mas depois pensei que era meu dever dar a volta por cima e agir como mãe, e mostrar-lhe que ainda teria que crescer muito para medir forças comigo, e conseguir destabilizar-me.
É verdade que dá trabalho, sim, é preciso muito jogo de cintura, muita paciência, muita determinação, mas já deveríamos saber que criar e educar um filho não era uma tarefa fácil.
Eu por exemplo, quando engravidei, pensei “e agora, será que vou ser uma boa mãe?”. Na verdade não me sentia minimamente preparada para tal papel, mas hoje, passados quase oito anos, com alguns tropeções pelo caminho e alguns erros cometidos, não deixo de sentir a sensação de que até aqui, estou a dar conta do recado!
Acredito que muitos tempos difíceis ainda estão por vir, que até agora foi apenas o período experimental. Ainda assim, estou cá para o que tiver que ser.
Mas a verdade é que, nos últimos tempos, têm surgido cada vez mais casos de pais que se demitem das suas funções.
Segundo Teresa Espírito Santo, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa/ Centro, nos últimos meses surgiram casos de pais que se demitiram completamente das responsabilidades dos seus filhos, e vão determinados a que seja a comissão a acolhê-los.
Os motivos são vários – desde pais que não conseguem impor regras e limites aos filhos, principalmente na adolescência, aos que têm carências financeiras e acham que o Estado tem o dever de assumir a responsabilidade.
E há ainda quem se sirva da comissão como um meio para atingir um fim, ou seja, progenitores que se acusam mutuamente de não cuidarem dos filhos, ou que pretendem levar o tribunal a rever as condições da guarda das crianças, no caso de pais separados.
Ricardo Carvalho, secretário executivo da CPCJ, reconhece que existem cada vez mais pais a utilizarem as comissões para obter o que não conseguem nas decisões judiciais.
Felizmente, ou infelizmente, este é um cenário que em nada me espanta, porque sempre existiu.
Quantos pais conhecemos que, por não terem condições financeiras, entregaram os filhos em instituições, ou para adopção?
Quantas crianças não foram deixadas com os avós, porque os pais não sabem o que é a responsabilidade de criar um filho?
Quantas mães abandonam os filhos? Quantos pais deixam as mulheres com filhos sozinhas nessa tarefa?
A novidade é que agora os pais têm mais uma porta à qual podem bater, sempre que quiserem entregar “a carta de demissão”, do cargo a que eles próprios se autopromoveram!
Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...
Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!
How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…
Now I have decided to open those drawers, and this is the result!
Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!
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Now I have decided to open those drawers, and this is the result!
sábado, 15 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Discriminação
Num mundo em que parece só haver lugar para pessoas “perfeitas”, torna-se complicado não pertencer a esse grupo, e sair fora de um padrão que, sabe-se lá como, ou quem o criou…Em pleno século XXI, é revoltante perceber que ainda há muitos preconceitos, que ainda há tanta discriminação…é difícil imaginar e ser confrontada com a realidade, com o que essas pessoas sofrem…Principalmente quando estamos perante crianças. E há quem consiga ser muito cruel…
Desde um simples desconhecido com quem nos cruzamos na rua, aos colegas de escola, e por vezes até a própria família, são vários os casos de discriminação social com que nos deparamos ao longo da nossa vida.
Talvez até cada um de nós já a tenha sofrido a pele, em algum momento da nossa vida.
Nos meus tempos de miúda, lembro-me que aquelas crianças que tinham a sorte dos pais terem mais condições económicas, gozavam com os que infelizmente não os tinham. Quem não usasse roupa de determinada marca, era inferior. Os alunos que se aplicavam e estudavam para ter boas notas, eram discriminados pelos colegas.
Quem tivesse borbulhas, ou algum problema de saúde ou alguma deficiência, ficava de fora do grupo dos “perfeitos”.
Quando chegou o momento da minha filha ir para a escola, a primeira coisa que pensei foi “espero que os colegas dela não a discriminem pelo facto de usar óculos”. Não que para ela seja um problema; aliás qualquer diferença só o passa a ser, quando alguém nos faz sentir que somos diferentes, porque antes disso somos pessoas como outras quaisquer.
Para mim, e principalmente, para a minha filha, ela só se sente diferente quando alguém a faz lembrar que tem um problema de visão, quando alguém comenta isto ou aquilo. Mas felizmente, teve sorte, e na escola não há esse problema.
Já o mesmo não se pode dizer, por exemplo, daquela menina anã, que tem dificuldades em fazer amizades porque os colegas de escola não se aproximam dela.
Ela não se sente apoiada pelos colegas, pelo contrário, sente que o facto de ser mais pequena os afasta. Mas não se pense que ela se deixa desmotivar por isso, porque continua a lutar e a ser uma aluna, quem sabe até, melhor que muitos colegas seus.
Infelizmente, por tudo e por nada se discrimina – ora porque se é gordo, ora porque se é magro, porque é alto ou porque é baixo, porque tem isto ou aquilo, porque não tem isto ou aquilo, porque se é rico ou porque se é pobre, porque se gosta disto, porque não se gosta daquilo…
E mais grave se torna quando os autores dessa discriminação não são apenas adultos, mas começam também a ser crianças que, sabe-se lá porquê, acham-se cada vez mais donas da verdade.
Mas quem somos nós para pensar em tal coisa, para pensar que somos perfeitos, e que o facto de os outros não serem iguais a nós, os torna inferiores, os torna menos importantes, os transforma em pobres coitados?
Quem somos nós para os impedir de terem as mesmas oportunidades, de se sentirem iguais apesar das diferenças? Quando deveríamos ser os primeiros a fazer precisamente o contrário.
Já basta o sofrimento que essas pessoas passam, que essas crianças experimentam logo em pequenas. Nós podemos ajudá-las, não discriminando, não as fazendo sentir menos capazes. Isso não significa fazer exactamente o oposto, andar sempre de volta delas, tratando-as como vítimas, como doentes, como alienígenas…
Significa apenas ter o mesmo tipo de comportamento e atitude com todos os que nos rodeiam.
Desde um simples desconhecido com quem nos cruzamos na rua, aos colegas de escola, e por vezes até a própria família, são vários os casos de discriminação social com que nos deparamos ao longo da nossa vida.
Talvez até cada um de nós já a tenha sofrido a pele, em algum momento da nossa vida.
Nos meus tempos de miúda, lembro-me que aquelas crianças que tinham a sorte dos pais terem mais condições económicas, gozavam com os que infelizmente não os tinham. Quem não usasse roupa de determinada marca, era inferior. Os alunos que se aplicavam e estudavam para ter boas notas, eram discriminados pelos colegas.
Quem tivesse borbulhas, ou algum problema de saúde ou alguma deficiência, ficava de fora do grupo dos “perfeitos”.
Quando chegou o momento da minha filha ir para a escola, a primeira coisa que pensei foi “espero que os colegas dela não a discriminem pelo facto de usar óculos”. Não que para ela seja um problema; aliás qualquer diferença só o passa a ser, quando alguém nos faz sentir que somos diferentes, porque antes disso somos pessoas como outras quaisquer.
Para mim, e principalmente, para a minha filha, ela só se sente diferente quando alguém a faz lembrar que tem um problema de visão, quando alguém comenta isto ou aquilo. Mas felizmente, teve sorte, e na escola não há esse problema.
Já o mesmo não se pode dizer, por exemplo, daquela menina anã, que tem dificuldades em fazer amizades porque os colegas de escola não se aproximam dela.
Ela não se sente apoiada pelos colegas, pelo contrário, sente que o facto de ser mais pequena os afasta. Mas não se pense que ela se deixa desmotivar por isso, porque continua a lutar e a ser uma aluna, quem sabe até, melhor que muitos colegas seus.
Infelizmente, por tudo e por nada se discrimina – ora porque se é gordo, ora porque se é magro, porque é alto ou porque é baixo, porque tem isto ou aquilo, porque não tem isto ou aquilo, porque se é rico ou porque se é pobre, porque se gosta disto, porque não se gosta daquilo…
E mais grave se torna quando os autores dessa discriminação não são apenas adultos, mas começam também a ser crianças que, sabe-se lá porquê, acham-se cada vez mais donas da verdade.
Mas quem somos nós para pensar em tal coisa, para pensar que somos perfeitos, e que o facto de os outros não serem iguais a nós, os torna inferiores, os torna menos importantes, os transforma em pobres coitados?
Quem somos nós para os impedir de terem as mesmas oportunidades, de se sentirem iguais apesar das diferenças? Quando deveríamos ser os primeiros a fazer precisamente o contrário.
Já basta o sofrimento que essas pessoas passam, que essas crianças experimentam logo em pequenas. Nós podemos ajudá-las, não discriminando, não as fazendo sentir menos capazes. Isso não significa fazer exactamente o oposto, andar sempre de volta delas, tratando-as como vítimas, como doentes, como alienígenas…
Significa apenas ter o mesmo tipo de comportamento e atitude com todos os que nos rodeiam.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A Pequena Annie
Uma destas noites acordei a chorar, não porque tenha tido algum pesadelo terrível (como é costume quase todas as noites), mas porque tive um sonho que para mim foi muito especial…
A protagonista desse sonho era a pequena Annie, uma menina com uns 4 ou 5 anos, loirinha, muito meiga e carinhosa, que qualquer pessoa gostaria de ter como filha.
Pelo que pude perceber, no sonho, Annie tinha vindo passar uns tempos comigo, não sei bem em que contexto, mas talvez fosse uma espécie de família de acolhimento temporário.
O que é curioso, é que eu nunca tive muito jeito para crianças, nem tão pouco me via a ser mãe, ou estar rodeada de crianças.
Mas a verdade é que a maternidade veio, de alguma forma, alterar um pouco a minha forma de pensar!
Sei que no meu sonho, eu gostava muito da Annie, como se realmente de uma filha se tratasse.
Era tão bom poder contribuir para a felicidade dela, poder dar-lhe o carinho e o afecto que ela provavelmente nunca tinha tido…e o mais espantoso, é que ela gostava mesmo de mim! E eu que pensei que isso não era possível! Talvez só em sonhos…
Naquele dia, era o dia da despedida, o dia em que nos íamos separar. Umas senhoras, que deveriam ser da Segurança Social ou algo do género, vinham buscá-la.
Como é óbvio, estávamos as duas tristes porque era uma separação difícil, e tentávamos conter as lágrimas.
E logo aí, a insensibilidade de algumas pessoas que parecem tratar-nos como máquinas sem sentimentos – uma dessas ditas senhoras disse-me o seguinte “Não tem vergonha de estar com essa cara, devia era mostrar que está feliz para a menina não perceber e ser mais fácil ela vir connosco”!
Para não me chatear mais, e porque queria o melhor para a Annie, parei, baixei-me e disse-lhe baixinho “Vem cá Annie e dá-me um abraço! A Marta despede-se já aqui de ti, porque agora tens que ir com estas senhoras! Mas podes vir sempre que quiseres e te deixarem, porque a Marta gosta muito de ti!”…e assim, depois dos beijinhos, voltei para casa, já sem conseguir aguentar mais, a chorar…
A pequena Annie voltou, mais uma vez, extremamente feliz por poder estar comigo e irmos à praia! Estava tão contente como alguém que nunca foi a uma praia, ela puxava-me e saltava e corria! Assim que chegou à praia, foi direitinha ao mar!
Mas foi a última vez que a vi, a última vez que esteve comigo…pelo menos fisicamente, porque a última parte do sonho, foi precisamente a imagem que, embora ausente, a presença e a lembrança dela estaria para sempre comigo!
E acordei! Tal como agora, ao relembrar o sonho, com um nó na garganta e a chorar!
Sim, foi apenas um sonho…mas um sonho que, de alguma forma, reflecte aquilo que eu ultimamente tenho muitas vezes desejado – ajudar as crianças.
Na verdade, queria ter dinheiro para poder eu própria criar uma fundação, ou uma associação, ou qualquer que seja o nome que lhe queiram chamar.
Poder ajudar da forma que elas mais precisassem – com roupas, alimentos, materiais escolares, cuidados de saúde…
É quase como ser uma espécie de madrinha para essas crianças, sempre gostei de ser madrinha!
Uma das coisas que me daria mais prazer era ser uma verdadeira “Mãe Natal”, e passar a véspera de Natal a distribuir presentes, a quem nunca soube o que era receber um! Mas não só, porque mais importante que todas as prendas que se possam dar, é o facto de dedicarmos um pouco do nosso tempo para estarmos com as crianças, fazê-las sorrir, fazê-las sentir que há alguém que se preocupa com elas, que há alguém que lhes dá atenção e carinho.
Mas infelizmente, não me saiu o Euromilhões. Rica também não sou, o que me limita bastante. E confesso que depois de dar uma espreitadela a algumas instituições, em que se quisermos ajudar, temos que ser sócios e pagar mensalidades, ou ter não sei quantas formações para poder exercer voluntariado, ou ter que seguir mil e uma formalidades para criar uma instituição, fiquei desanimada.
Talvez um dia, se tiver condições financeiras, possa vir a fazer as coisas “à minha maneira”, sem burocracias, apenas com a minha dedicação, e tornar os sonhos reais!
domingo, 2 de outubro de 2011
Alguém sabia?
Estava eu no outro dia a conversar sobre o novo acordo ortográfico, quando me falaram no Esperanto! “Espe” quê? - perguntei eu!
Sim, porque em 32 anos nunca tinha ouvido pronunciar tal palavra. Mas essa é uma das coisas que eu aprecio na vida – estarmos sempre a aprender, a adquirir novos conhecimentos. Se podemos partilhar um pouco daquilo que sabemos com os outros, porque não fazê-lo?
Movida pela curiosidade, depois de ter ouvido a breve explicação dada, fui pesquisar em que consistia afinal o “Esperanto”.
Com grande admiração minha, descobri que obras clássicas importantes da humanidade, como os Lusíadas, estão traduzidas para Esperanto, bem como a Bíblia e textos litúrgicos, com a respectiva aprovação pela Santa Sé!
Agora imaginem que estão em casa, ou em mais uma daquelas viagens rotineiras de casa para o trabalho ou do trabalho para casa, e sintonizam na vossa estação de rádio preferida. De repente ouvem os locutores falarem numa linguagem estranha, que vos faz pensar que devem ter apanhado por engano a Rádio ET!
Mas a verdade é que diversas estações de rádio, inclusive a Rádio Vaticano, fazem emissões regulares em Esperanto!
E até existem dicionários de Português-Esperanto! Alguma vez eu imaginaria tal coisa?!
Em Portugal, o Esperanto tem vindo a ser divulgado e ensinado pela Associação Portuguesa de Esperanto.
Mas o que é afinal o Esperanto? Nada mais nada menos que uma língua artificial, criada em 1887, pelo filósofo médico polaco Lázaro Zamenhof.
O objectivo era criar uma língua universal, que pudesse ser falada por todos, simples, e tendo por base as principais raízes nas línguas europeias modernas, mas também no latim e no grego clássicos.
Parece-me óbvio que, se houve um tempo em que se depositava grande esperança nesta língua e havia pessoas bastante interessadas em aprendê-la, depressa essa esperança se desvaneceu.
O que me admira, não é o facto de hoje em dia não se aprender o Esperanto nas escolas, mas sim o facto de nem sequer falarem sobre o tema.
Eu como já atrás referi, nunca tinha ouvido falar, e imagino que muitos portugueses também não.
É o vosso caso? Porque não experimentam perguntar, a quem vos está mais próximo!?
Sim, porque em 32 anos nunca tinha ouvido pronunciar tal palavra. Mas essa é uma das coisas que eu aprecio na vida – estarmos sempre a aprender, a adquirir novos conhecimentos. Se podemos partilhar um pouco daquilo que sabemos com os outros, porque não fazê-lo?
Movida pela curiosidade, depois de ter ouvido a breve explicação dada, fui pesquisar em que consistia afinal o “Esperanto”.
Com grande admiração minha, descobri que obras clássicas importantes da humanidade, como os Lusíadas, estão traduzidas para Esperanto, bem como a Bíblia e textos litúrgicos, com a respectiva aprovação pela Santa Sé!
Agora imaginem que estão em casa, ou em mais uma daquelas viagens rotineiras de casa para o trabalho ou do trabalho para casa, e sintonizam na vossa estação de rádio preferida. De repente ouvem os locutores falarem numa linguagem estranha, que vos faz pensar que devem ter apanhado por engano a Rádio ET!
Mas a verdade é que diversas estações de rádio, inclusive a Rádio Vaticano, fazem emissões regulares em Esperanto!
E até existem dicionários de Português-Esperanto! Alguma vez eu imaginaria tal coisa?!
Em Portugal, o Esperanto tem vindo a ser divulgado e ensinado pela Associação Portuguesa de Esperanto.
Mas o que é afinal o Esperanto? Nada mais nada menos que uma língua artificial, criada em 1887, pelo filósofo médico polaco Lázaro Zamenhof.
O objectivo era criar uma língua universal, que pudesse ser falada por todos, simples, e tendo por base as principais raízes nas línguas europeias modernas, mas também no latim e no grego clássicos.
Parece-me óbvio que, se houve um tempo em que se depositava grande esperança nesta língua e havia pessoas bastante interessadas em aprendê-la, depressa essa esperança se desvaneceu.
O que me admira, não é o facto de hoje em dia não se aprender o Esperanto nas escolas, mas sim o facto de nem sequer falarem sobre o tema.
Eu como já atrás referi, nunca tinha ouvido falar, e imagino que muitos portugueses também não.
É o vosso caso? Porque não experimentam perguntar, a quem vos está mais próximo!?
domingo, 25 de setembro de 2011
Acordo ou (Des)acordo Ortográfico
Em tempo de regresso às aulas, e já com as escolas a adoptarem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa neste ano lectivo, penso várias vezes se não deverei eu também voltar a aprender a escrever!
Pelo menos se quiser acompanhar a minha filha nos estudos e ajudá-la nos trabalhos de casa! È que senão, corro o risco de estar a dar-lhe informações erradas e isso não convém mesmo nada!
Para quem não sabe, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa a 16/12/1990 por 8 países, incluindo Portugal – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
A ideia era criar uma ortografia unificada de língua portuguesa, defendendo e ao mesmo tempo prestigiando a nossa língua. Pretendia-se, uma vez que até então a língua portuguesa tinha duas normas – a do Brasil e a dos restantes países de língua portuguesa, reduzir ao máximo as diferenças adoptando uma única norma.
O que eu me pergunto, e talvez grande parte das pessoas o façam também, é o porquê de se ter optado pela norma brasileira.
Sendo o português uma língua pertencente a Portugal, e que foi adoptada por outros países, não deveriam ser esses a adaptarem-se à nossa própria norma e não o contrário?
Ainda mais questionável se torna, na medida em que este novo Acordo Ortográfico apenas reduz, mas não resolve todas as divergências, uma vez que prevalecem ainda práticas ortográficas resultantes da tradição de cada país.
Mas enfim, como em Portugal é tudo cada vês menos português, lá nos teremos que aguentar!
Pelo menos se quiser acompanhar a minha filha nos estudos e ajudá-la nos trabalhos de casa! È que senão, corro o risco de estar a dar-lhe informações erradas e isso não convém mesmo nada!
Para quem não sabe, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa a 16/12/1990 por 8 países, incluindo Portugal – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
A ideia era criar uma ortografia unificada de língua portuguesa, defendendo e ao mesmo tempo prestigiando a nossa língua. Pretendia-se, uma vez que até então a língua portuguesa tinha duas normas – a do Brasil e a dos restantes países de língua portuguesa, reduzir ao máximo as diferenças adoptando uma única norma.
O que eu me pergunto, e talvez grande parte das pessoas o façam também, é o porquê de se ter optado pela norma brasileira.
Sendo o português uma língua pertencente a Portugal, e que foi adoptada por outros países, não deveriam ser esses a adaptarem-se à nossa própria norma e não o contrário?
Ainda mais questionável se torna, na medida em que este novo Acordo Ortográfico apenas reduz, mas não resolve todas as divergências, uma vez que prevalecem ainda práticas ortográficas resultantes da tradição de cada país.
Mas enfim, como em Portugal é tudo cada vês menos português, lá nos teremos que aguentar!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Portugal em Insolvência
Ando eu todos os dias a ver as notícias que por aqui andam e não pude deixar de concordar com as palavras que um administrador de insolvência de uma empresa escreveu "infelizmente, insolvente está o país..." E tal como se diz, a palavra de ordem é "corta" - corta aqui, corta ali, corta isto, corta aquilo...parece que neste regresso às aulas o material a comprar será tesouras! Não, porque para estes cortes não são necessárias!
Eu de política não percebo nada, nem tenho intenções de perceber. Também não fiz nada para escolher quem iria governar, porque na minha opinião qualquer um que vá para lá, fará sempre o mesmo. Por isso não tenho agora o direito de reclamar, mas concordo quando dizem que não precisamos de um contabilista para o nosso país, precisamos de mais do que isso.
E neste momento, parece-me estar realmente perante um contabilista, que tenta equilibrar o país pondo 90% de responsabilidade nos cortes a quem já pouco tem, e 10% de cortes no resto. Ainda ontem estava a ouvir na televisão as medidas de austeridade num qualquer país da União Europeia, no qual se aumentava o IVA para 21%, e a idade da reforma para os 65! E pensei eu cá com os meus botões, Portugal já há muito que não sabe o que isso é, Portugal já faz mais do que sacrifícios, mas para certos políticos, ainda não chega, ainda exigem mais.
Depois vem a chanceler alemã, Angela Merkel, dizer que Portugal deveria igualar o n.º de horas de trabalho, o n.º de dias de férias e a idade da reforma aos outros países da União Europeia! Concordo plenamente com ela, igualemos então isso, mas igualemos também o resto - os ordenados, as condições de vida, os acessos à saúde e todas as outras coisas para as quais ainda estamos tão atrasados.
Sinceramente, não sei o que nos reserva daqui para a frente, penso que muitos mais sacrifícios iremos fazer, muito mais dificuldades iremos passar, muitos mais cortes, muitos mais impostos e tudo o que necessário seja, para que não se tenha que ir incomodar os mais endinheirados (porque supostamente em Portugal não há ricos, embora haja quem diga que em Portugal basta terem um bocadinho mais de dinheiro para serem apelidados de ricos) que fazem falta ao nosso país. Porque se esses se sentirem incomodados, fogem, e lá se vai o investimento e o dinheiro de Portugal!
Nesses não lhes podemos tocar, nem incomodar com impostos.
Acho piada (sem piada nenhuma), investirem na diminuição do trabalho infantil e do analfabetismo - passar a exigir como escolaridade obrigatória o 12º ano, incentivarem as famílias a porem os filhos a estudar, para um futuro melhor.
Ao mesmo tempo, encerram-se escolas, despedem-se professores, cortam as verbas e o apoio para a educação - qualquer dia, em vez de serem os pais a receber ajuda para compra de livros e material, são os pais a ajudarem as escolas a terem material e a continuarem em funcionamento!
E se sair muito caro, nem sequer pôem os filhos na escola. Paciência, antigamente também não estudavam tanto e não morreram por isso. Que lá andem os filhos daqueles que não fazem nada e têm rendimentos mínimos garantidos e ajudas e subsídios e que não pagam nada.
Em vez de se investir na saúde, encerram-se hospitais, maternidades, serviços - ficamos com o INEM e ambulâncias. Isto se não estiverem paradas por falta de combustível, à espera de verbas que nunca chegarão.
Chegámos ao ponto de os hospitais pedirem aos doentes para levarem medicamentos de casa, de pedirem a outros hospitais material que não têm!
E depois esta linda ideia das vacinas, que até podem fazer parte do plano nacional de vacinação, mas quem quiser que as pague, porque o estado não vai comparticipar tais desperdícios. Se alguém morrer, melhor, menos um para o estado se preocupar!
Quantos mais morrerem melhor, daí os cortes na saúde, na segurança social, etc, etc... Viva à falta de dinheiro, viva à falta de cuidados, viva à falta de condições, viva à falta de tudo o que o simples trabalhador não conseguirá com o quase suplicado ordenado que sabe-se lá continuará a receber ou não!
E para os que estão desempregados ou pensam vir a trabalhar, esqueçam. A palavra de ordem é reduzir pessoal, todos os dias mais e mais pessoas ficam desempregadas, mais subsídios de desemprego serão cortados, e menos oportunidades de trabalhar haverão. Por isso se não tiverem como sobreviver, morram também que não fazem cá falta!
Só não consegui perceber muito bem qual é a ideia - a intenção era promover e incentivar as pessoas a terem filhos, para aumentar a população jovem que escasseia em Portugal, e daí tem toda a lógica retirar comparticipações nos contraceptivos. Quem quiser, vá ao centro de saúde, em meia dúzia de dias esgotam e já está. Não há dinheiro para comprar, passamos ao surto de nascimentos.
Por outro lado, um aborto é 100% pago pelo estado, por isso vamos lá abortar, e resolve-se o problema.
Portanto, matamos os que já cá estão, e os que viriam a estar!
Enfim, um verdadeiro país insolvente, em que em primeiro lugar vêm os ricos, políticos e afins, e cá bem no fim da lista, já sem esperança de ver alguma luz ao fundo do túnel, os quase dez milhões de portugueses!
Assim vamos nós, por cá!
Eu de política não percebo nada, nem tenho intenções de perceber. Também não fiz nada para escolher quem iria governar, porque na minha opinião qualquer um que vá para lá, fará sempre o mesmo. Por isso não tenho agora o direito de reclamar, mas concordo quando dizem que não precisamos de um contabilista para o nosso país, precisamos de mais do que isso.
E neste momento, parece-me estar realmente perante um contabilista, que tenta equilibrar o país pondo 90% de responsabilidade nos cortes a quem já pouco tem, e 10% de cortes no resto. Ainda ontem estava a ouvir na televisão as medidas de austeridade num qualquer país da União Europeia, no qual se aumentava o IVA para 21%, e a idade da reforma para os 65! E pensei eu cá com os meus botões, Portugal já há muito que não sabe o que isso é, Portugal já faz mais do que sacrifícios, mas para certos políticos, ainda não chega, ainda exigem mais.
Depois vem a chanceler alemã, Angela Merkel, dizer que Portugal deveria igualar o n.º de horas de trabalho, o n.º de dias de férias e a idade da reforma aos outros países da União Europeia! Concordo plenamente com ela, igualemos então isso, mas igualemos também o resto - os ordenados, as condições de vida, os acessos à saúde e todas as outras coisas para as quais ainda estamos tão atrasados.
Sinceramente, não sei o que nos reserva daqui para a frente, penso que muitos mais sacrifícios iremos fazer, muito mais dificuldades iremos passar, muitos mais cortes, muitos mais impostos e tudo o que necessário seja, para que não se tenha que ir incomodar os mais endinheirados (porque supostamente em Portugal não há ricos, embora haja quem diga que em Portugal basta terem um bocadinho mais de dinheiro para serem apelidados de ricos) que fazem falta ao nosso país. Porque se esses se sentirem incomodados, fogem, e lá se vai o investimento e o dinheiro de Portugal!
Nesses não lhes podemos tocar, nem incomodar com impostos.
Acho piada (sem piada nenhuma), investirem na diminuição do trabalho infantil e do analfabetismo - passar a exigir como escolaridade obrigatória o 12º ano, incentivarem as famílias a porem os filhos a estudar, para um futuro melhor.
Ao mesmo tempo, encerram-se escolas, despedem-se professores, cortam as verbas e o apoio para a educação - qualquer dia, em vez de serem os pais a receber ajuda para compra de livros e material, são os pais a ajudarem as escolas a terem material e a continuarem em funcionamento!
E se sair muito caro, nem sequer pôem os filhos na escola. Paciência, antigamente também não estudavam tanto e não morreram por isso. Que lá andem os filhos daqueles que não fazem nada e têm rendimentos mínimos garantidos e ajudas e subsídios e que não pagam nada.
Em vez de se investir na saúde, encerram-se hospitais, maternidades, serviços - ficamos com o INEM e ambulâncias. Isto se não estiverem paradas por falta de combustível, à espera de verbas que nunca chegarão.
Chegámos ao ponto de os hospitais pedirem aos doentes para levarem medicamentos de casa, de pedirem a outros hospitais material que não têm!
E depois esta linda ideia das vacinas, que até podem fazer parte do plano nacional de vacinação, mas quem quiser que as pague, porque o estado não vai comparticipar tais desperdícios. Se alguém morrer, melhor, menos um para o estado se preocupar!
Quantos mais morrerem melhor, daí os cortes na saúde, na segurança social, etc, etc... Viva à falta de dinheiro, viva à falta de cuidados, viva à falta de condições, viva à falta de tudo o que o simples trabalhador não conseguirá com o quase suplicado ordenado que sabe-se lá continuará a receber ou não!
E para os que estão desempregados ou pensam vir a trabalhar, esqueçam. A palavra de ordem é reduzir pessoal, todos os dias mais e mais pessoas ficam desempregadas, mais subsídios de desemprego serão cortados, e menos oportunidades de trabalhar haverão. Por isso se não tiverem como sobreviver, morram também que não fazem cá falta!
Só não consegui perceber muito bem qual é a ideia - a intenção era promover e incentivar as pessoas a terem filhos, para aumentar a população jovem que escasseia em Portugal, e daí tem toda a lógica retirar comparticipações nos contraceptivos. Quem quiser, vá ao centro de saúde, em meia dúzia de dias esgotam e já está. Não há dinheiro para comprar, passamos ao surto de nascimentos.
Por outro lado, um aborto é 100% pago pelo estado, por isso vamos lá abortar, e resolve-se o problema.
Portanto, matamos os que já cá estão, e os que viriam a estar!
Enfim, um verdadeiro país insolvente, em que em primeiro lugar vêm os ricos, políticos e afins, e cá bem no fim da lista, já sem esperança de ver alguma luz ao fundo do túnel, os quase dez milhões de portugueses!
Assim vamos nós, por cá!
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Psicologia versus Life Coaching
O mundo está em constante transformação – todos os dias surgem novas ideias, novos conhecimentos, novas invenções, novas descobertas, novas tendências, novas atitudes e comportamentos, novas mentalidades, novas exigências, aos mais variados níveis e nos mais diversos campos.
Cada vez mais, essa transformação afecta as pessoas, que acabam por procurar soluções para amenizar ou aniquilar o seu impacto nas suas vidas.
Actualmente, quer a nível global, por causa da crise que atravessamos e tudo o que ela implica, quer a nível individual, por situações particulares que aconteceram ou acontecem com cada um de nós, as pessoas sentem necessidade de uma luz ao fundo do túnel, de fórmulas milagrosas, de apoio, de orientação…
Há quem procure tudo isso em Deus, na fé, na Igreja…Há quem consiga essa ajuda através da Psicologia. E, provavelmente, neste contexto surge agora o Life Coaching.
Mas afinal, em que diferem a Psicologia e o Life Coaching?
Há quem diga que um psicólogo não faz mais do que ouvir aquilo que as pessoas têm para contar, ouvir desabafos e lamentos, e com isso as pessoas sentem-se mais aliviadas. Há quem prefira entupir as pessoas com antidepressivos e outros medicamentos do género, do que encaminhá-las para um psicólogo.
Mas um psicólogo não é apenas um ouvinte, é bem mais do que isso. Um psicólogo estuda o nosso comportamento e a nossa mente, estuda a forma como agimos perante as situações, a forma como nos adaptamos ao meio em que vivemos.
Ele observa, escuta, e tenta explicar e esclarecer porque tivemos determinado tipo de comportamento ou determinada reação a situações e problemas específicos, que poderão ser influenciados pelo nosso metabolismo, temperamento, motivação, ou pelo meio, cultura ou grupo de que fazemos parte.
De uma forma geral, a psicologia procura tratar os problemas humanos individuais e interpessoais através do aconselhamento, fazendo-nos perceber aquilo que nos está a afectar, porque nos está a afectar, e qual a melhor forma de ultrapassar.
Talvez qualquer pessoa possa ser chamada de psicólogo (um amigo, um pai, um avô), muitas vezes até podemos ser psicólogos de nós próprios, mas pelo sim, pelo não, não custa ouvir a opinião de quem estudou e se formou nessa ciência! Quanto mais não seja para confirmar as nossas próprias teorias e conclusões!
No Coaching, existe um Coach, que nada mais é que um treinador, e um coachee, neste caso cada um de nós.
E o que faz este treinador? Treina-nos! Para um determinado objectivo que queremos alcançar!
Ou seja, procuramos o nosso treinador, explicamos o que pretendemos, ou quando nem isso sabemos, ele tenta-nos fazer perceber para que lado devemos caminhar, e a partir daí traça-nos um plano e uma meta, cuja duração para atingi-la depende dos casos e da resposta obtida.
No caso do Coaching Pessoal, ou mais conhecido por Life Coaching, o treinador procura que o jogador descubra e faça uso das suas próprias competências, reconheça e supere as suas fragilidades, encorajando e motivando.
Ajuda-nos a organizar aqueles mil e um pensamentos que andam sem rumo, à solta na sopa de letras que habita no nosso cérebro.
Pode funcionar como um apoio para o nosso autoconhecimento e um estímulo para termos objectivos na vida e metas para cumprir com sucesso, a dar um novo sentido à nossa vida.
Por vezes, o coach serve-se de pequenas histórias para, a partir daí, nos fazer pensar e compreender melhor certos comportamentos, certas atitudes e melhorarmos ou alterarmos, se for o caso disso.
Como em tudo na vida, às vezes damos por nós a pensar – “isto é tudo muito bonito na teoria, mas na prática não me serve para nada”!
Na minha opinião, acho que ambos se podem complementar e ser muito úteis. Se precisarmos, cá estão, se não precisarmos, melhor ainda!
Cada vez mais, essa transformação afecta as pessoas, que acabam por procurar soluções para amenizar ou aniquilar o seu impacto nas suas vidas.
Actualmente, quer a nível global, por causa da crise que atravessamos e tudo o que ela implica, quer a nível individual, por situações particulares que aconteceram ou acontecem com cada um de nós, as pessoas sentem necessidade de uma luz ao fundo do túnel, de fórmulas milagrosas, de apoio, de orientação…
Há quem procure tudo isso em Deus, na fé, na Igreja…Há quem consiga essa ajuda através da Psicologia. E, provavelmente, neste contexto surge agora o Life Coaching.
Mas afinal, em que diferem a Psicologia e o Life Coaching?
Há quem diga que um psicólogo não faz mais do que ouvir aquilo que as pessoas têm para contar, ouvir desabafos e lamentos, e com isso as pessoas sentem-se mais aliviadas. Há quem prefira entupir as pessoas com antidepressivos e outros medicamentos do género, do que encaminhá-las para um psicólogo.
Mas um psicólogo não é apenas um ouvinte, é bem mais do que isso. Um psicólogo estuda o nosso comportamento e a nossa mente, estuda a forma como agimos perante as situações, a forma como nos adaptamos ao meio em que vivemos.
Ele observa, escuta, e tenta explicar e esclarecer porque tivemos determinado tipo de comportamento ou determinada reação a situações e problemas específicos, que poderão ser influenciados pelo nosso metabolismo, temperamento, motivação, ou pelo meio, cultura ou grupo de que fazemos parte.
De uma forma geral, a psicologia procura tratar os problemas humanos individuais e interpessoais através do aconselhamento, fazendo-nos perceber aquilo que nos está a afectar, porque nos está a afectar, e qual a melhor forma de ultrapassar.
Talvez qualquer pessoa possa ser chamada de psicólogo (um amigo, um pai, um avô), muitas vezes até podemos ser psicólogos de nós próprios, mas pelo sim, pelo não, não custa ouvir a opinião de quem estudou e se formou nessa ciência! Quanto mais não seja para confirmar as nossas próprias teorias e conclusões!
No Coaching, existe um Coach, que nada mais é que um treinador, e um coachee, neste caso cada um de nós.
E o que faz este treinador? Treina-nos! Para um determinado objectivo que queremos alcançar!
Ou seja, procuramos o nosso treinador, explicamos o que pretendemos, ou quando nem isso sabemos, ele tenta-nos fazer perceber para que lado devemos caminhar, e a partir daí traça-nos um plano e uma meta, cuja duração para atingi-la depende dos casos e da resposta obtida.
No caso do Coaching Pessoal, ou mais conhecido por Life Coaching, o treinador procura que o jogador descubra e faça uso das suas próprias competências, reconheça e supere as suas fragilidades, encorajando e motivando.
Ajuda-nos a organizar aqueles mil e um pensamentos que andam sem rumo, à solta na sopa de letras que habita no nosso cérebro.
Pode funcionar como um apoio para o nosso autoconhecimento e um estímulo para termos objectivos na vida e metas para cumprir com sucesso, a dar um novo sentido à nossa vida.
Por vezes, o coach serve-se de pequenas histórias para, a partir daí, nos fazer pensar e compreender melhor certos comportamentos, certas atitudes e melhorarmos ou alterarmos, se for o caso disso.
Como em tudo na vida, às vezes damos por nós a pensar – “isto é tudo muito bonito na teoria, mas na prática não me serve para nada”!
Na minha opinião, acho que ambos se podem complementar e ser muito úteis. Se precisarmos, cá estão, se não precisarmos, melhor ainda!
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