Muitas vezes guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, pequenos textos que escrevemos e ficaram arrumados numa gaveta fechada...


Eu decidi abrir essas gavetas, e o resultado é este blog!




How many times we keep things for our own – opinions, feelings, ideias, moods, reflections, some little texts we wrote and put on a closed drawer…

Now I have decided to open those drawers, and this is the result!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Tsunami



Há dias em que me sinto fervilhar por dentro.
Em que me sinto invadir, subitamente, por uma torrente de palavras que não encontra espaço para se acomodar cá dentro e teima em querer sair. Mas quando estou prestes a permitir que isso aconteça, perco a vontade de o fazer.
E, qual onda de água que fica parada, precisamente, quando se preparava para engolir tudo, mando as palavras para trás, e permaneço calada.
Tal como um tsunami causa estragos, também palavras (ainda que sinceras) proferidas de rompante, no momento errado, podem provocar o mesmo efeito. Embora não seja igualmente saudável bloquear a saída, correndo o risco de o cano rebentar por outro lado!
Mas, não bloqueando, há sempre aquela questão da sinceridade e frontalidade, e de se averiguar se me servirá de alguma coisa despejá-las, ou se apenas provocará mal-estar a quem as ouvir e, nesse caso, é preferível o silêncio, até que a onda perca a sua força, e se desvaneça em pleno oceano!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Experiência

“A experiência é como uma lanterna dependurada nas costas – apenas ilumina o caminho já percorrido”
CONFÚCIO

                       

Lembro-me de uma história que li uma vez, sobre duas moscas que caíram num copo de água. Uma delas, lutou desesperada para conseguir sair de lá mas, ao fim de pouco tempo, estava de tal forma cansada que acabou por não ter mais forças e afogou-se. A outra, mais ponderada, conseguiu com calma chegar até ao rebordo do copo e voou, salvando-se da morte certa. Uns tempos mais tarde, essa mesma mosca volta a cair num copo, desta feita mais alto. Uma outra, que observava a cena, tentou ajudá-la, sugerindo-lhe que se servisse da palhinha para subir. Mas a mosca, baseando-se na sua experiência adquirida da aventura anterior, resolveu agir como dessa vez, ignorando o conselho da sua amiga. E assim, acabou por ter um triste destino.
É certo que todos nós aprendemos alguma coisa com a experiência que, ao longo da nossa vida, vamos adquirindo. Mas isso não significa que estejamos totalmente preparados para o futuro, imunes ao que ele nos reserva, ou que tenhamos aprendido a lição completa.
À medida que vamos vivendo percebemos que, no caminho já percorrido, tivemos acções que se revelaram acertadas, cometemos erros que agora poderemos saber evitar, e adquirimos conhecimentos que até então não possuíamos.
Mas a vida é uma experiência contínua, uma aprendizagem permanente, e nem sempre aquilo que já sabemos pode ser aplicado no caminho que temos pela frente, e nas situações que se apresentem daí em diante.
Por vezes, a vida troca-nos as voltas e, quando assim é, de nada vale a experiência adquirida perante uma visão completamente nova aos nossos olhos.
Aquilo que passámos ontem, e sabemos hoje, pode não ser suficiente nem apropriado para enfrentar o nosso amanhã!
Por isso, é importante guardar essa experiência já adquirida como uma mais-valia, mas não permitir que ela nos limite ou impeça de agir de uma forma diferente num futuro ainda por desbravar!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Repetições



Não faço a menor ideia de quais são os critérios utilizados, pelos profissionais das rádios, quando procedem à selecção musical para um determinado programa ou período de emissão.
Talvez preferências pessoais, êxitos do momento, novidades, antiguidades, escolhas condicionadas, estratégias de marketing?
Mas, independentemente do que possa influenciar essa selecção, penso que deveriam ter o cuidado de, ao longo de 24 horas de emissão, tentarem não repetir determinadas músicas três ou quatro vezes, como já chegou a acontecer.
Para quem está deste lado, é um pouco cansativo ouvir aquela música de manhã, à tarde, à noite e, talvez até de madrugada!
Não vou dizer que, quando uma música me agrada, não goste de a ouvir várias vezes. E há sempre a possibilidade de, quem não ouviu a uma hora, ouvir a outra. Mas não deixo de reafirmar que uma estação de rádio não o deveria fazer, até porque poderiam perfeitamente substituir por outras que ficam muitas vezes de fora.
Outra coisa que me incomoda é o facto de, em relação a alguns artistas, mesmo já havendo novas músicas que foram dadas a conhecer pela própria estação, continuarem a insistir naquelas que, de tão conhecidas que são e já tão rodadas, nos fazem ter vontade de desligar ou mudar de estação.
Mudam-se os programas, mudam-se as vozes, divulgam-se novas músicas…mas acabam por ser quase sempre as mesmas a sair da prateleira!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Quem diria



Por esta é que eu não esperava!
Sempre utilizei água oxigenada para desinfectar feridas, e fico agora a saber que não o deveria ter feito. Ou, pelo menos, não é a solução mais eficaz para o efeito.
Contrariando a velha máxima "o que arde, cura", acabando com a tradição dos "ais" (provocados pelo contacto da água oxigenada com a ferida) e das "sopradelas" para aliviar o ardor, e derrubando a crença de que só quando deixar de formar espuma esbranquiçada, a ferida estará totalmente desinfectada e a caminho da rápida cicatrização, foi-me ontem explicado que o seu uso contínuo é desaconselhado.
Em vez disso, devemos limpar uma ferida lavando-a com água e sabão neutro, ou outros produtos mais tolerantes. O farmacêutico informou-me que uma primeira vez até podemos utilizar a água oxigenada para desinfectar, mas depois disso não.
De facto, ao cometermos esse erro, estamos a atrasar a cicatrização da ferida, além de não estar garantida a total limpeza e desinfecção.
A água oxigenada, embora passa ser considerada um bom desinfectante, com eficácia considerável na eliminação de microorganismos em pele intacta, não funciona tão bem como antisséptico, na eliminação de germes em feridas. Assim como também não distingue esses germes das células dos tecidos da ferida, agredindo ambos de igual forma.
É, então, preferível prosseguir o tratamento com antissépticos eficazes que não irritem nem agridam os tecidos, como por exemplo o Betadine.
E, assim sendo, já se está a ver que a minha filha, mesmo magoada no joelho, vai dar pulos de alegria quando lhe disser que já não vai ser preciso arder mais (e gritar que nem uma doida), para ela ficar boa!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Noite Agitada

 

Diz-se que as noites foram feitas para dormir, mas por vezes é difícil pôr em prática essa teoria!
E o problema nem foi o de me deitar tarde. Até me deitei relativamente cedo.
O que aconteceu é que não me deixaram aquecer o lugar na cama. Estava eu no meu primeiro sono quando acordei, ao som da minha filha a soluçar, e tive que me levantar para ir ver o que se passava.
Embora desconfiasse que era do joelho, que ela tinha esfarrapado na escola, não era desse mal que ela se queixava, mas sim do ouvido. Pensando que era de estar sempre deitada naquela posição, disse-lhe para se virar para o lado oposto e tentar dormir. Voltei para a cama.
Minutos depois, ouvi-a novamente! Levantei-me e pus umas gotas que a médica tinha receitado a semana passada (e cujo tratamento já tinha terminado), para ver se resolvia a questão. Voltei para a cama.
Como não há duas sem três, mal tinha acabado de me deitar, já ela chorava com dores! Levantei-me e, desta feita, dei-lhe uma colher de Brufen.
Eram quase 2 horas e, dali a pouco mais de quatro, estaria o despertador a tocar. Prevendo que ia ser uma noite a saltitar de um quarto para o outro, resolvi praticar uma noite de co-sleeping!
Peguei nela ao colo, levei-a para a minha cama, e foi remédio santo! Adormeceu agarrada a mim e só acordou de manhã, quando a fui chamar!
Já a mesma sorte não tive eu, que além de ter demorado a adormecer, ainda tive que aturar um despertador maluco que teimou em me acordar de 3 em 3 minutos!
Está mais que visto que era uma noite predestinada a não dormir!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ao acordar...



 ...gostaria de abrir a minha janela e ver...

O Lado Bom da vida!
Ver tudo o que tenho, o que já conquistei, o que poderei ainda vir a concretizar...
Os sonhos que já realizei e aqueles que ainda poderei realizar...
O sol que me enche de energia, o mar que me transmite paz, campos de flores que me dão alegria...
Ver no meu horizonte a razão de todos os dias me levantar, e viver da melhor forma que conseguir, aproveitando o que a vida tem de melhor nesta breve passagem que aqui faço!
E, quando me voltar, perceber que esse lado Bom, também está dentro de mim, nas pessoas que tenho ao meu lado, nos mais puros sentimentos, nos mais simples gestos, nos mais inesperados momentos...e que nem sempre preciso abrir a minha janela para o descobrir!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Coisas boas que ainda não pagam imposto...


...um momento passado na praia - dar um mergulho no mar, deitar-me na areia, e sentir os raios de sol na pele!
...um banho relaxante (com água bem quentinha) depois de um dia de trabalho!
...ouvir boa música; ouvir os sons da natureza - a chuva a cair lá fora, o vento, os pássaros!
...um momento divertido com a minha filha!
...um momento aconchegante junto da família!
...um momento romântico com o meu namorado!


...Escrever!
...Ler!
...Dormir!
...Dançar!
...Respirar!
...Observar!
...Apreciar!
...Rir!
...Sorrir!
...Brincar!
...Amar!
...Sonhar!
...Viver!
...Ser Feliz!